sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Entre Mim e Eu



Entre mim e eu

O ego molesta a virtude
Vaidade
Desafia a grandeza de existir
Na simplicidade de ser
Sem reconhecimento
Com contentamento.

Sobrevivo
Com vastidão e escassez
Equilibro-me entre mim e eu
Neste duelo cotidiano
Da estiagem de estender o corpo lasso
E a ressurreição do fôlego abafado

Tempestade repentina
Alaga e sufoca
Vacilante travessia por vales superficiais
Meu poço interior e profundo
De esboços inacabados
Perenidade estirada
Duração que não tem fim na perpetuidade que me segue
Tempo infinito à frente da minha eternidade.

Agitação das coisas íntimas
Fermentação na degradação.
Entorno frivolidade
E abro-me a abundância e ao êxtase.
Consciência estendida
Sobreposição do aparente sobre o real
Desprender-se do personagem
E ficar diante de si.
Abstinência do objeto.

Flávia Vasconcelos

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