quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

1° Festival Nacional de Cinema do IFF

Amanhã 1º de março é o último dia para inscrições nas Mostras Competitivas do 1º Festival Nacional de Cinema do IFF, para as Mostras Não Competitivas as inscrições estarão abertas permanentemente.

Para quem não mora em Campos dos Goytacazes o endereço para o envio de filmes é:
Laboratório de Cinema – Oficina Cine Vídeo – IFF – Rua Dr. Siqueira, 273 – Parque Dom Dosco – Campos dos Goytacazes – 28030-130.

Para quem mora em Campos a inscrição pode ser entregue diretamente no IFF. O Regulamento e Ficha de Inscrição estão disponíveis aqui: www.portalfulinaima.blogspot.com ouwww.iff.edu.br

Jura secreta 114

esse teu olho que me olha
azul safira
ou verde esmeralda fosse
pedra pétala rara
carne na matéria doce
ou mesmo apenas fosse
esse teu olho que me molha
quando me entregas do mar
toda alga que me trouxe

artur gomes
TV Fulinaíma

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

alguma poesia



um passeio poético com Artur Gomes pelo Largo do Machado, Lapa e Parque das Ruínas em Santa Teresa com câmera de - Jiddu Saldanha e trilha sonora de Fil Buc


alguma poesia 


 não. não bastaria a poesia deste bonde
que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a lapa
carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.
não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas 
tentando a sorte em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

não. não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos.

não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e uma cheiro de fêmea no ar devorador
aparentando realismo hiper-moderno,
num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno 
como provar do amor no posto seis
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
uma mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas de mistérios que são vossos

não. não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma um tanto porca,
este postal com uma imagem meio Lorca:
um bondinho aterrizando lá na Urca
e esta cidade deitando água
em meus destroços
pois se o cristo redentor  deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre-nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos.

Artur Gomes
In Couro Cru & Carne Viva
Prêmio Internacional de Poesia - Quebec - Canadá 1987
TV Fulinaíma
www.youtube.com/tvfulinaima 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Oscar na periferia do mundo: era uma vez um Império que fazia cinema

Hollywood padece da mesma anemia de poder que foi se apoderando do império americano. Embora não tenha deixado de impor densos valores culturais ao resto do mundo, o glamour de suas estrelas já não brilha como antes e seu modelo narrativo já não produz tanto impacto. Vítima de seu próprio êxito, Hollywood se esforça a cada ano em renovar as expectativas em um mundo no qual os relatos se tornaram mais dispersos e menos hegemônicos graças à proliferação das novas tecnologias da comunicação. "And the winner is… "a periferia do mundo, que tem ainda muito para dizer e não pode nem quer dizer do jeito hollywoodiano. 
Os prêmios da Academia de Hollywood foram entregues pela primeira vez no dia 16 de maio de 1929. O contexto político e social não pode ser mais significativo: faltam apenas alguns meses para o grande Crack de outubro, os Estados Unidos vive montado na maior bolha especulativa de sua história, a Europa se contorce no caos sob os efeitos das crises políticas que afetam a maior parte de seus países e, na periferia do mundo, poucos sabem ainda o que significa a palavra Hollywood, embora muitos já tenham percebido na própria pele em que consiste o novo poderio norte americano.

O prêmio de melhor filme coube a Wings, um melodrama de William Wellman sem nenhuma importância cinematográfica hoje em dia, mas cuja história se mostra reveladora do papel que jogou o cinema norte americano ao longo da maior parte do século XX. O filme conta a história de dois homens (Jack Powell e David Armstrong) confrontados pelo amor de uma mulher (Jobyna Ralston), até que estoura a Primeira Guerra Mundial e os sentimentos patrióticos se colocam acima das disputas amorosas. No final, todos terminam contentes e felizes, os homens compreendem que não existe mulher que valha mais que a amizade que se estabelece entre eles na frente de guerra e matar o inimigo é mais importante que qualquer ciúme doméstico. 

Desde que sintetizou sua extraordinária maneira de narrar, no começo do século XX, baseada na síntese extrema dos relatos, a importância das imagens acima dos textos e na construção de heróis de fácil assimilação pública, o cinema americano cumpriu dois papéis de vital importância em nível político: enviou uma mensagem de unificação nacional à convulsionada América da época, construindo uma potente mitologia patriótica e estabeleceu um modelo ideal de relato impregnado de densos valores morais, que seria estabelecido como padrão de um modelo de contar as histórias na periferia do mundo. O novo império político e econômico havia encontrado no cinema um instrumento de poder soft de primeiríssima importância. 

Ao glamour das novas estrelas, que começariam a brilhar com mais força a partir do cinema sonoro em 1930, se oporia, após 1933, um relato muito mais tosco e menos soft: a delirante propaganda nazista instrumentalizada por Joseph Goebbels. Como Hollywood, Goebbels também pretendia criar heróis e exaltar os valores patrióticos. Mas não tinha em conta que os principais recursos artísticos alemães marcharam para o exílio e estavam pondo todo seu conhecimento cinematográfico à serviço dos Estados Unidos. 

Iluminadores, atrizes, diretores, muitos dos grandes mestres do esplendor em preto e branco do cinema americano da convulsa década de 40 provêm da Alemanha e deixaram sua marca indelével na nova estética de Hollywood. 

O relato americano se torna tão potente, sobretudo depois da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, que não tarda em começar a ser assumido como o grande modelo por excelência, sendo copiado sem clemência pela incipiente indústria cinematográfica da periferia, sobretudo na América Latina. Para perceber esta influência bastaria realizar um simples exercício de mistura de imagens tomadas ao acaso dos filmes mais populares produzidos no continente durante esses 20 anos cruciais, especialmente pelas potentes cinematografias nacionais mexicanas e argentinas: a mesma iluminação, o mesmo uso da música, os mesmos temas amorosos, o mesmo modo de construir os heróis. 

Hollywood impõe desta maneira uma poderosa narrativa própria que se reproduz internamente em cada país graças à numerosa trupe de imitadores que surgem em cada canto do mundo. Em 1956, como uma espécie de resposta indireta aos primeiros questionamentos europeus a esta narrativa invasiva – sobretudo franceses –, a Academia cria o Oscar ao Melhor Filme de língua não-inglesa. O prêmio havia começado a ser outorgado de fato em 1947, ao mesmo tempo em que os EUA estreavam como nova potência hegemônica mundial, mas não se afirmou até meados dos anos 50, quando ficou estabelecido como um prêmio a mais, como categoria permanente. 

Durante as primeiras épocas o galardão foi utilizado para premiar o melhor do cinema europeu contemporâneo. Premiando De Sica, Fellini, Buñuel, Truffaut ou Bergman, Hollywood se permitia um toque de arte diferente do que surgia de sua própria colheita e tratava de driblar as críticas à sua narrativa mais ideológica. O chamado Terceiro Mundo, enquanto isso, não merecia sua atenção. Com a exceção de um ou outro filme japonês e de algum filme de diretor europeu produzido em países africanos, a periferia cinematográfica do mundo não obteve nenhum prêmio da Academia até 1985 quando o argentino Luis Puenzo ganhou o prêmio com "A história oficial", um duro relato sobre os desaparecidos durante a ditadura militar do general Videla. E teve que esperar até a primeira década do presente século para ver premiadas produções da África do Sul, Taiwan ou Bósnia-Herzegovina.

Na atualidade a Academia padece da mesma anemia de poder que pouco a pouco foi se apoderando do império americano. Embora não tenha deixado de impor densos valores culturais ao resto do mundo, o glamour de suas estrelas já não brilha como antes e seu modelo narrativo já não produz tanto impacto. Vítima de seu próprio êxito, Hollywood se esforça a cada ano em renovar as expectativas em um mundo no qual os relatos se tornaram mais dispersos e menos hegemônicos graças à proliferação das novas tecnologias da comunicação. And the winner is… a periferia do mundo, que tem ainda muito para dizer e não pode nem quer dizer do jeito hollywoodiano.

Tradução: Libório Junior

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

1º Festival Nacional de Cinema do IFF


Walter Carvalho confirma presença no 1º Festival Nacional de Cinema do IFF

Walter Carvalho é fotógrafo e cineasta, atualmente um dos diretores de fotografia mais requisitados do cinema brasileiro. É recordista de prêmios Candangos no Festival de Brasília e assinou a fotografia de Central do Brasil, Carandiru, Chega de saudade, Lavoura Arcaica, Abril Despedaçado, Budapeste e outros.

Regulamento e Ficha de Inscrição aqui: www.portalfulinaima.blogspot.com       www.iff.edu.br

estátua viva poesia a um real

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

walter carvalho confirma presença no 1º Festival Nacional de Cinema do IFF





Sobre o entrevistado: Walter Carvalho é fotógrafo e cineasta, atualmente um dos diretores de fotografia mais requisitados do cinema brasileiro. É recordista de prêmios Candangos no Festival de Brasília e assinou a fotografia de Central do Brasil, Carandiru, Chega de saudade, Lavoura Arcaica, Abril Despedaçado, Bicho de 7 Cabeças, Budapeste e outros.

novo grupo de filososfia com Viviane Mosé

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os Novos Imigrantes



http://tvbrasil.org.br/brasilianas/

Em seis meses a imigração cresceu 50% no Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça, em comparação com o total de entradas verificado no final do ano de 2010. Para completar, o número de brasileiros vivendo em outros países também diminuiu sensivelmente, de 4 milhões, em 2004, para 2 milhões, atualmente.

O Brasilianas.org discute Os Novos Imigrantes . Como a criação de um ambiente de tolerância e democracia ajudou na construção de civilizações, como os Estados Unidos, e qual a experiência brasileira. Também serão abordados os momentos que ajudaram o Brasil a se desenvolver, com o auxílio do conhecimento e da força de trabalho dos imigrantes; e quais são os movimentos migratórios de hoje no país, principalmente na questão de importação e exportação de cérebros, para o desenvolvimento de conhecimento científico.

Para discutir o assunto, o jornalista Luis Nassif recebe o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Glaucius Oliva ; o professor do Centro de Comunicação e Letras do Mackenzie e especialista em imigração, Frederico Alexandre de Moraes Hecker ; e a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader .

1º Festival Nacional de Cinema do IFF

 Mostra Curta IFF

14 a 16 de Março  - Campus Campos Centro
breve divulgação dos filmes selecionados

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sem censura especial literatura



http://tvbrasil.org.br/semcensura/ O Sem Censura é especial Literatura.

Para falar sobre o assunto, o Leda Nagle recebe a escritora Ana Maria Machado contando um pouco mais do seu livro "infâmia".

O escritor Fernando Morais apresenta o livro "Os últimos soldados da Guerra Fria".

O escritor Afonso Romano de Sant'Anna fala sobre a obra "Ler o mundo".

A escritora Marina Colasanti divulga o livro "Classificados e nem tanto".

"Terramarear -- Peripécias de dois turistas culturais" é o assunto dos escritores Ruy Castro e Heloísa Seixas.

O livro "A Bíblia, um diário de leitura" é o assunto do escritor Luiz Paulo Horta.

O programa recebe, também, a cantora Selma Reis para falar sobre o show em homenagem a Florbela Espanca.

1º Festival Nacional de Cinema do IFF (Instituto Federal Fluminense de Ciência e Tecnologia)




1º Festival nacional de Cinema do IFF
Inscrições para as Mostras Competitivas até 1º de Março
Inscrições para Mostras Não Competitivas abertas permanentemente

Regulamento e Ficha de Inscrições aqui http://portalfulinaima.blogspot.om


Jura Secreta 13

o tecido do amor já esgarçamos 
em quantos outubros nos gozamos 
agora que palavro itaocaras 
e persigo outras ilhas 
na carne crua do teu corpo 
amanheço alfabeto grafitemas 
quantas marés endoidecemos 
e aramaico permaneço doido e lírico 
em tudo mais que me negasse 
flor de lótus flor de cactos flor de lírios 
ou mesmo sexo sendo flor ou faca fosse 
hilda hilst quando então se me amasse 
ardendo em nós salgado mar 
e olga risse 
olhando em nós
flechas de fogo se existisse 
por onde quer que eu te cantasse
ou amavisse

arturgomes

Episódio 17 - Sábados Azuis - Saúde e Alegria - Santarém (PA)


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

e por falar em manguezais

O Público na TV - Da Terra do Fogo a Tijuana (31/01/2012) enviado pela TV Brasil 

no México em nome da  Indústria do Turismo, as empresas constroem Hotéis em cima dos Manguezais. Será que no Brasil é diferente? 

Aposta do Conexão Vivo no audiovisual

O programa Conexão Vivo caminha na direção de um maior investimento na produção audiovisual. Um passo crucial será dado amanhã, com o lançamento de um edital que vai selecionar 60 obras, entre videoclipes e documentários musicais, para compor uma mostra itinerante, que vai percorrer cinco capitais - Belo Horizonte, Goiânia, João Pessoa, Salvador e São Paulo.

Intitulado Conexão Vivo Movida, o projeto prevê que a mostra seja competitiva. Serão distribuídos, para os vencedores, um total de R$ 35 mil.

Para apresentar um panorama amplo e significativo da produção recente, a equipe de curadores vai selecionar 50 videoclipes e dez documentários produzidos no Brasil nos três últimos anos, considerando a data de sua primeira exibição pública. A votação presencial do público nas mostras vai premiar cinco videoclipes e cinco documentários com um valor de R$ 2 mil em cada capital visitada. A votação da comissão julgadora, ainda a ser definida, concederá um prêmio para videoclipe e um para documentário, no valor de R$ 5 mil cada. Os internautas também poderão premiar um videoclipe. O mais votado no portal Conexão Vivo leva um prêmio de R$ 5 mil.

"Atualmente, não dá para trabalhar com música sem trabalhar com imagens. Por isso, a gente está abraçando cada vez mais o audiovisual. É um caminho para a difusão. A construção do artista hoje está muito relacionada ao videoclipe", diz Kuru Lima, gestor nacional do programa Conexão Vivo, destacando, também, o boom de documentários musicais ao longo dos últimos dez anos.

"O Conexão Vivo Movida vem para ajudar a promover e fazer circular esses documentários e videoclipes, que, muitas vezes, ficam perdidos na internet"
, diz. Ele aponta que o foco principal é na produção independente, mas não há restrição: o edital está aberto tanto a realizadores anônimos quanto para grandes produtoras. O mesmo vale para os artistas e bandas.

Além dos 60 selecionados por edital, a curadoria vai apontar outros 55 videoclipes que sejam referenciais. Eles também serão exibidos, em maior ou menor número em cada cidade, como amparo para debates. As inscrições podem ser feitas até o dia 24 de fevereiro, por meio do portal www.conexaovivo.com.br



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Publicado no Jornal OTEMPO em 30/01/2012