terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Curta-SE 12 abre inscrições com nova categoria

As inscrições para a 12ª edição do Festival  Iberoamericano de Cinema de Sergipe começam no dia 30 de janeiro. Através do  site www.casacurtase.org.br,  os realizadores poderão inscrever curtas-metragens de até 15 minutos compreendidos  nas categorias 35mm, vídeo (DVD, internet, CDrom), vídeo de bolso (celular), vídeos sergipanos. Além disso, há mostra competitiva de longas a partir de 70 minutos. As inscrições seguem até 13 de abril.

Uma das novidades deste ano é que bandas de todo o  país podem inscrever videoclipes. “Esta é uma solicitação que recebíamos dos  músicos. Achamos que seria interessante porque traríamos para o público uma  nova categoria. Além disso, é uma aproximação de duas artes: música e cinema”,  destacou Rosângela Rocha, diretora do festival.

Serão selecionados 20 vídeos iberoamericanos, dez  vídeos sergipanos, dez vídeos de bolso, cinco longas, dez em 35mm e dez  videoclipes. A lista de selecionados deve ser divulga na segunda semana de  julho. Os vídeos de cada categoria passarão pela análise de três jurados.

Além das mostras competitivas, o Curta-SE traz também  as mostras informativas, exibidas em espaços alternativos e em cidades do  interior sergipano. O festival promove também seminários,oficinas e workshops gratuitos  abertos ao público. A 12ª edição do Curta-SE acontecerá de 17 a 22 de  setembro. 

Junior Brassalotti

Diretor de Produção
X Curta Santos - 
Festival Santista de Cinema 
www.curtasantos.com.br

junior@curtasantos.com.br
msn: contaprojr@hotmail.com
@jrbrassalotti
Skype: junior.brassalotti1

walter carvalho – sangue latino

bate papo do fotógrafo e cineasta walter carvalho com o jornalista e escritor eric nepomuceno



Eric Nepomuceno conversa com Walter Carvalho. O cineasta conta seu processo de "caçar imagens", como diretor de fotografia, e como a arte pode retratar o mundo. O convidado ainda cita seu amor pela literatura nacional.



1º Festival nacional de Cinema do IFF
Inscrições par as Mostras Competitivas até 1º de Março
Inscrições para Mostras Não Competitivas abertas permanentemente


maiores informações:
artur gomes
professor da oficina cine vídeo
Curador do 1º Festival Nacional de Cinema do IFF
fulinaíma produções
(22)9815-1266 begin_of_the_skype_highlighting            (22)9815-1266      end_of_the_skype_highlighting

lavoura arcaica a festa

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

esfinge - com May Pasquetti e Érica Ferri


Jura Secreta 13

o tecido do amor já esgarçamos 
em quantos outubros nos gozamos 
agora que palavro itaocaras 
e persigo outras ilhas 
na carne crua do teu corpo 
amanheço alfabeto grafitemas 
quantas marés endoidecemos 
e aramaico permaneço doido e lírico 
em tudo mais que me negasse 
flor de lótus flor de cactos flor de lírios 
ou mesmo sexo sendo flor ou faca fosse 
hilda hilst quando então se me amasse 
ardendo em nós salgado mar 
e olga risse 
olhando em nós
flechas de fogo se existisse 
por onde quer que eu te cantasse
ou amavisse

arturgomes

Seu Festival de Filmes



O YouTube anunciou o concurso “Seu Festival de Filmes” para curtas-metragens, documentários ou séries (programa piloto) desenvolvidas para a web, de qualquer gênero. O grande vencedor recebe a quantia de 500 mil dólares para realizar um novo trabalho e os 10 melhores participarão do Festival de Veneza, com tudo pago.

As inscrições são gratuitas e começam a partir do dia 2 de fevereiro. De maio até julho, espectadores de todo o mundo poderão votar nos 10 melhores vídeos. E, em setembro, acontece a 69º Mostra Internazionale d’Arte Cinematografica, em que conheceremos os premiados.

 http://www.youtube.com/yourfilmfestival

lobão + festival (2/2) Estúdio Móvel 316

Correios e Ministério da Cultura assinam acordo para seleção de projetos culturais

Brasília - Foi assinado no último dia (25) um acordo de cooperação entre o Ministério da Cultura e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) para a seleção de projetos culturais que serão patrocinados pelos Correios e avaliados pelo ministério. A assinatura do acordo ocorreu durante a cerimônia de reabertura do Museu Nacional dos Correios.
“Esse acordo que assinamos hoje é uma iniciativa do Ministério da Cultura em reaproximar das empresas estatais, no que diz respeito ao desenho dos editais e incentivos fiscais da Lei Rouanet, isso faz com que o processo todo seja mais transparente e mais seguro”, disse o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Henilton Parente.
O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, falou sobre a importância da reabertura do Museu. “Essa reabertura do Museu pretende voltar a tratar a memória e a história dos correios de forma a mostrar para a população brasileira como foram os serviços de correio no Brasil que já tem 349 anos”.
Após a assinatura do acordo, os convidados visitaram três exposição: A Natureza em Selos, que reúne selos brasileiros que retratam a fauna e flora do Brasil, a exposição Mestre de Gravura, uma coleção da Fundação Biblioteca Nacional que apresenta 171 gravuras de alguns dos maiores artistas de todos os tempo e a exposição Correios: um diálogo com Vilém Flusser, inspirada no texto Cartas do próprio pensador.
Inaugurado em 15 de janeiro de 1980, o Museu Postal e Telegráfico da ECT integrou o Roteiro Cultural e Turístico de Brasília durante vinte anos, até seu fechamento para reformas em 2001.
 
Edição: Rivadavia Severo

formação cultural de professores


Chamada de 30 de janeiro a 03 de fevereiro de 2012 
De segunda a sexta, na TV Escola - 19h e na TV Brasil - 5h50 

Manuel Bandeira o poeta do castelo



Documentário de Joaquim Pedro de Andrade. Elenco: Manuel Bandeira.
Versos de Manuel Bandeira, lidos pelo poeta, acompanham e transfiguram os gestos banais de sua rotina em seu pequeno apartamento no centro do Rio; a modéstia do seu lar, a solidão, o encontro provocado por um telefonema, o passeio matinal pelas ruas de seu bairro.

1º Festival Nacional de Cinema do IFF
Inscrições par as Mostras Competitivas até 1º de Março
Inscrições para Mostras Não Competitivas abertas permanentemente


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artur gomes
professor da oficina cine vídeo
Curador do 1º Festival Nacional de Cinema do IFF
fulinaíma produções
(22)9815-1266

Filmworks


Curso de formação em cinema que tem como objetivo preparar profissionais para o mercado audiovisual, capazes de atuarem como Diretores Cinematográficos, com visão criativa e habilidade nas diversas áreas técnicas que envolvem a produção e realização de filmes. O método é estruturado em ciclos de produção, com teoria aplicada e ênfase na prática. As aulas são ministradas por professores experientes, cineastas especializados atuantes no mercado nacional e internacional.
A produção é intensa e constante e os alunos produzem filmes com tecnologia digital e em película. Ao longo dos quatro módulos do curso, estudam e experimentam todas as etapas de produção de filmes: roteiro, produção, direção, fotografia, direção de arte, edição, finalização. Cada aluno participa da realização de no mínimo 10 filmes, dirigindo seus próprios curtas e integrando a equipe dos colegas. Os filmes produzidos são avaliados por uma banca composta por professores e cineastas convidados.
No último semestre, todos os alunos realizam um filme tese de conclusão de curso (TCC). Além disso, os melhores projetos recebem da AIC uma ajuda de custo em dinheiro, a ser usada na produção do filme.
A cada semestre são realizadas mostras em salas especializadas de cinema, e seleções para participação em festivais da AIC e no circuito nacional e internacional de festivais. E os alunos também podem ser selecionados para um programa exclusivo de trainee em produtoras parceiras (atualmente O2 Filmes e Conspiração Filmes).
O Filmworks é um  Curso Técnico de Direção Cinematográfica reconhecido pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. O diploma possibilita o registro profissional (DRT).
Eventos especiais:
Semana de Orientação: uma semana inteira de exibições de filmes e palestras com cineastas convidados, brasileiros e internacionais. Inaugura o ano letivo.
Ciclo de 10: uma mostra em sala especializada de cinema dos 10 melhores filmes produzidos por alunos do Filmworks durante o ano. Os selecionados concorrem automaticamente no Filmworks Film Festival.
Filmworks Film Festival: é o festival interno da AIC, em que 20 filmes concorrem anualmente em diversas categorias técnicas e criativas, incluindo Melhor Filme. Os filmes são avaliados por um júri composto por diretores, produtores e jornalistas convidados, e os vencedores recebem prêmios materiais para realização de um próximo filme e têm custos de envio cobertos para 10 festivais nacionais e internacionais de sua escolha. Os filmes são exibidos em sala especializada de cinema.
Mostra Autorretrato: exibição dos primeiros filmes produzidos pelos alunos da AIC, logo no início do curso. Acontece num bar, como um evento de confraternização.
Palestras e aulas especiais: uma programação contínua ao longo do ano, com cineastas nacionais e internacionais convidados, produtores, técnicos, distribuidores, e diversas empresas e profissionais de cinema.
Por que fazer Filmworks?
  • É o único curso de formação em cinema realizado em dois anos no Brasil.
  • Receba o treinamento e as credenciais necessárias para obter seu DRT
  • Faça estágio em algumas das melhores produtoras de cinema do país
  • Faça pelo menos 10 filmes ao longo do curso
  • Trabalhe tanto com tecnologia digital como fotoquímica
  • Crie em diversos gêneros de ficção, e também em outras linguagens, como documentário e transmídia
  • Aprenda com alguns dos melhores profissionais de cinema do país
  • Tenha aulas especiais com premiados cineastas nacionais e internacionais
  • Aprenda com uma equipe de professores que lhe dará atenção individual e o auxiliará no desenvolvimento da sua própria linguagem e visão como cineasta
  • Apresente seus filmes em mostras e festivais
  • Faça parte de uma comunidade de profissionais de cinema que o acompanharão, colaborativamente, por toda a vida.
Pré-requisitos:
*idade mínima de 17 anos completos;
*ter concluído o Ensino Médio ou estar cursando o último ano do Ensino Médio;
*ter sido aprovado na seleção, realizada por meio de entrevista, caso o número de alunos inscritos seja superior ao número de vagas oferecidas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

lavoura arcaica - parte 2

"Lavoura arcaica" retrata o cotidiano de uma família de lavradores libaneses estabelecidos numa fazenda do inteiror. O protagonista do enredo é o jovem André, filho do meio, que foge da fazenda por nutrir um amor incestuoso pela irmã e para fugir do rigor e da rigidez paterna. Transformado em filme pelas mãos do cineasta Luiz Fernando Carvalho, é considerado pela crítica um exercício de sensibilidade e uma quase obra-prima do cinema brasileiro.

lavoura arcaica - parte 1



"Lavoura Arcaica" é um filme brasileiro, dirigido por Luiz Fernando Carvalho e lançado em 2001. O roteiro do filme é todo baseado no romance homônimo de Raduan Nassar - única obra do autor. O filme foi sucesso de crítica no Brasil e no exterior, tendo recebido mais de 25 prêmios em diversas categorias de festivais e mostras nacionais e internacionais.

Lavoura Arcaica




UMA LAVOURA SEM COLHEITA



               As imagens sonoras e visuais de “Lavoura Arcaica” (2001) são exageradamente belas, impressionam nossos olhos e os ouvidos desde os primeiros minutos de projeção, quando vemos no quadro uma cena de masturbação acompanhada musicalmente pelo som nervoso de um trem. Acredito que muitas pessoas tiveram a mesma sensação que eu tive ao assistir a obra de Luiz Fernando Carvalho.  É um filme que foge totalmente dos padrões que observamos no mercado cinematográfico brasileiro. Não é o tipo de obra que vê o sertão de uma forma caricatural, como ocorre nos filmes de Guel Arraes e seus pequenos discípulos. Nem se trata das narrativas fílmicas que se passam nas favelas e nos espaços urbanos do proletariado, com toda aquela estética cansativa que já conhecemos: câmeras trêmulas passando por becos, iluminação espontânea e natural, montagens rápidas e de ritmo frenético, sons de tiros, ruídos e funk carioca, etc. Esse é um dos méritos de “Lavoura Arcaica”: estamos diante de uma produção que se arrisca, não tem medo de experimentar. Por este motivo, a direção da película abre mão das fórmulas prontas que, há muito tempo, agradam o público brasileiro.

          Mas há algo que, sinceramente, incomoda: o filme é exageradamente estetizado, pomposo, pretensioso (poderíamos dizer). A presença do diretor – que parece não ter superado o “mito” do cinema de autor criado pelos críticos franceses – chega a ser invasiva e incômoda. A impressão que tive ao ver a obra foi a de que Luiz Fernando, ao longo de todo o filme, quer se auto-afirmar: “Vejam como sei fazer filmes de arte!”, “Vejam como sei extrair poesia da câmera!”, “Vejam como este plano é raro e difícil de ser captado!”. Nesse sentido, a beleza visual dos planos parece servir mais para mostrar o virtuosismo do diretor do que mesmo para construir o discurso fílmico. Não seria exagero dizer que se trata de uma produção feita para os acadêmicos, estudantes universitários e intelectuais que adoram fazer as conhecidas e empolgantes análises formalistas.

           Em relação à música, por exemplo, não há como negar que o trabalho de Marco Antônio Guimarães é muito bem composto e avesso ao lugar-comum. Contudo, peca, novamente, pelo esteticismo, pela criação de um exotismo demasiado ornamental: sonoridades orientais, instrumentos incomuns, timbres pouco reconhecíveis, ritmos e pulsações irregulares, sons descontextualizados (como na cena da masturbação de André, em que ouvimos a sonoridade de um trem frenético), citações de obras de Bach, contrastes provocados pelo uso do silêncio, etc – são os elementos que compõem a paisagem sonora da trilha. Todo o cardápio de Guimarães é feito para causar impacto nos ouvidos do público, mas carece de uma relação mais profunda ( e também mais humilde) com a imagem. 

          É claro que todo esse universo sonoro-visual de que falamos não se distancia da escrita de Raduan Nassar. Com efeito, o livro possui muitos elementos que estão presentes no filme. Devemos dizer que Luiz Fernando Carvalho, em certa medida, soube os captar. Entretanto, o diretor parece querer dar um salto além da perna. O cineasta carioca quer “barroquizar” mais ainda uma obra que já é, por sua natureza, contrastante, embaraçada do ponto de vista da linguagem. Sei que toda “adaptação” é uma recriação, mas em tudo deve haver certo limite.        

          “Estorvo”, (2000, dirigido por Rui Guerra), por exemplo, foi realizado praticamente na mesma época e possui uma problemática estética um tanto quanto semelhante à de “Lavoura”. No entanto, trata-se de uma obra muito mais sincera e mais rica cinematograficamente. Os seus experimentalismos não são estéreis e nem decorativos. Com efeito, são fundamentais para a construção de sentido do discurso fílmico.  Felipe Bragança, em seu texto “A boa arte de Lavoura Arcaica”, resume, de forma inteligente, a postura de Fernando Carvalho: “O falso impacto é pior do que a calmaria. Assim como a retomada apática do sertão por filmes comoCentral e Eu, Tu, Eles enfraquece a potencialidade daquele espaço, a inventividade no cinema brasileiro não pode correr o risco de se limitar a frágil ruptura autista que Carvalho parece propor”. Esta ruptura de que nos fala Bragança desemboca, às vezes, na pura metalinguagem, no cinema que se esgota na ânsia de expressar o seu próprio código.

          Mesmo com todas as ressalvas, seria muito injusto dizer que “Lavoura Arcaica” é uma “adaptação” mal feita, que é um filme ruim. De forma nenhuma. Talvez o defeito – desculpem-me o paradoxo de mau gosto –, é que a película seja “bem feita demais”. Não há nela um mínimo espaço para o espectador pensar, degustar as imagens e tentar completar o sentido de uma cena em sua mente. Isso não nos é permitido, pois todos os planos do filme estão povoados de sentidos previamente prontos. Se bem observarmos, tudo está rigorosamente atrelado a um significado, a um símbolo. Esse excesso de formas, cores, sons e símbolos – tal qual uma obra de arte do Rococó – esvazia-se em si mesmo.

         Todos os elementos do discurso fílmico parecem estar amarrados à idéia de se construir um cinema poético, daí a repugnância a uma narrativa linear e fria. Walter Carvalho quer provar isso a todo tempo com seus diversos filtros de cor, com seus contrastes, à maneira de uma pintura de Caravaggio. O cenário do filme segue os mesmos passos cambiantes: é de um rigor científico que nos causa certo desconforto. Cada cômodo da casa, cada ambiente do sítio, cada árvore, cada pedra e cada tijolo querem refletir a psique, os estados de espírito das personagens.  A casa abandonada (com suas janelas deterioradas e as suas paredes tortuosas), por exemplo, é a própria personalidade conflituosa de André. E o que dizer das personagens? A atuação dos atores é de um dramatismo visual que nos lembra os filmes da era muda do Expressionismo alemão. Já as explosões e a projeção vocais nos lembram os intérpretes de ópera wagneriana. Daniela Sandler nos disse, com razão, em seu texto “Virtudes e pecados”: "Tudo, atores inclusive, parece menos dirigido que coreografado em torno da idéia central e literária, a fonte do filme, o argumento, tirado do livro de Raduan Nassar. Não há espaço para o acaso – o diretor controla tudo, rigoroso. Não à toa, a obra foi feita em isolamento, numa fazenda onde a preparação dos atores durou meses".

           A linguagem fílmica, dessa maneira, se transforma em um mero adorno visual e perde a capacidade de “filosofar por imagens”, como nos falara Deleuze.  E assim pegamos novamente a obra de Nassar para lermos e nos deleitarmos esteticamente.  Deixamos de lado o filme, pois no livro encontramos espaço para criar imagens, pensar, sentir o sabor sonoro-visual e a dimensão espiritual de cada palavra, sem alguém em nosso “pé do ouvido” formulando explicações e nos dizendo a maneira como devemos perceber as coisas. Esta é a lavoura cultivada por Luiz Fernando: muito bonita, mas parece que não colhemos nada dela.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Estado brasileiro anistia glauber rocha



Perseguido e censurado nos anos da Ditadura Militar (1964-1985), o cineasta baiano Glauber Rocha, pai do Cinema Novo, autor de clássicos da Sétima Arte nacional, a exemplo de Deus e o Diabo na Terra do Sol, Terra em Transe, Barravento e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro -- este último, uma das suas nove obras censuradas -, foi oficialmente anistiado em cerimônia realizada nesta quarta-feira (26/5 de 2010), no Teatro Vila Velha, em Salvador.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

palavra do diretor Jiddu Saldanha


Neste filme o cineasta, ator e mímico Jiddu Saldanha fala sobre o Curta Brisa www.curtabrisa.blogspot.com e do seu projeto Cinema Possível. O Curta Brisa estará sendo exibido nas Mostras Não Competitivas do 1º Festival Nacional de Cinema do IFF

Encontros e Despedidas - Maria Rita


Encontros e Despedidas

Milton Nascimento


Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando...
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero...
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai
Prá nunca mais...
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem
Da partida...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...
Lá lá Lá Lá Lá...
A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

se eu quiser falar com deus

Se Eu Quiser Falar Com Deus

Gilberto Gil


Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

marina de la riva - de baixa grande para o mundo

marina de la riva de baixa grande para o mundo

Filha do cubano Fernando de La Riva, ex-proprietário da Usina Baixa Grande em Campos dos Goytacazes, a Marina de La Riva viveu em Baixa Grande até os seus 21 anos, quando se mudou para São Paulo para se dedicar a sua grande paixão: a música. Em Campos foi aluna do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora.

Festival Nacional de Cinema do IFF homenageia Walter Carvalho



Filmes que Walter Carvalho atuou como fotógrafo

Febre do rato (2011), de Claudio Assis. Prêmio de melhor fotografia no Festival de Paulínia 2011.
 Sonhos Roubados (2009), de Sandra Werneck
23 anos em sete segundos: o fim do jejum do Corinthians (2009), de Di Moretti
A Erva do rato (2008), de Julio Bressane
Chega de saudade (2007), de Laiz Bodanzky
Cleópatra (2007), de Julio Bressane. Prêmio de melhor fotografia no Festival de Cinema de Brasília.
O céu de Suely (2006), de Karim Aïnouz
O baixio das bestas (2006), de Cláudio Assis
Eu me lembro (2005), de Edgar Navarro
Crime delicado (2005), de Beto Brant. Prêmio de melhor fotografia no 10º Festival de Miami.
Veneno da madrugada (2005), Ruy Guerra. Prêmio de melhor fotografia no Festival de Brasília.
A máquina (2005), de João Falcão
Entreatos (2004), de João Moreira Salles
Cazuza – O tempo não pára (2004), de Sandra Werneck e Walter Carvalho
Carandiru (2003), de Hector Babenco
Filme de amor (2003), de Júlio Bressane
Madame Satã (2002), de Karim Aïnouz
Amarelo manga (2002), de Cláudio Assis
Lavoura arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho. Prêmio de melhor fotografia nos festivais de Cartagena e Havana. Prêmio da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e o Grande Prêmio Brasil do Cinema Brasileiro.
Amores possíveis (2001), de Sandra Werneck
Abril despedaçado (2001), de Walter Salles
O primeiro dia (2000), de Walter Salles
Villa-Lobos, uma vida de paixão (1999), de Zelito Viana
Notícias de uma guerra particular (1999), de João Moreira Salles e Kátia Lund
Central do Brasil (1998), de Walter Salles
Pequeno dicionário amoroso (1997), de Sandra Werneck
Cinema de lágrimas (1995), de Nelson Pereira dos Santos
Terra estrangeira (1995), de Walter Salles
Socorro Nobre (1995), de Walter Salles
Krajcberg, o poeta dos vestígios (1987), de Walter Salles
Jorge Amado no cinema (1979), de Glauber Rocha

Filmes que Walter Carvalho atuou como Diretor
Raul – O início, o fim e o meio (2011)
Budapeste (2009)
Moacir arte bruta (2005)
Cazuza – O tempo não pára (2004)
 Lunário perpétuo (2003)
Janela da alma (2002). Codirigido com João Jardim.



maiores informações:
artur gomes
professor da oficina cine vídeo
Curador do 1º Festival Nacional de Cinema do IFF
fulinaíma produções
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1° Festival Nacional de Cinema do IFF

Pérolas do Cinema Nacional


Mostra Fulinaimagem Curta IFF
De 14 a 16 de março - 2012
Campus Campos – Centro
Rua DR. Siqueira, 273 – Campos dos Goytacazes-RJ

Algumas preciosidades de Glauber Rocha, Terra em Transe, Deus e o Diabo na Terra do Sil e o Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, além de Vidas Secas de Nelson Pereira dos Santos, Bicho de 7 Cabeças de Laís Bodanski, e de um magnífico documentário de Joaquim Pedro de Andrade sobre Manuel Bandeira, com música e voz Tom Jobim interpretando Trem de Ferro.

A primeira parte de Deus e o Diabo na Terra do Sol  já está aqui: oficina cine vídeo http://pelegrafia.blogspot.com

Inscrições para as Mostras Competitivas do o 1º Festival Nacional de Cinema do IFF até 1º de Março
Inscrições para as Mostras não competitivas, abertas permanentemente na Oficina Cine Vídeo


1° Festival Nacional de Cinema do IFF
(Instituto Federal Fluminense de Educação, Ciência e Tecnologia)

um múltiplo olhar sobre tudo o que é arte. vídeo.arte, vídeo.teatro, vídeo.vida, vídeo.cultura, vídeo.clipe, vídeo.poesia, uma viagem por estradas sem fronteiras inter-vias festival de cinema do IFF imagens para o além-mar da menina dos olhos de quem olha e aprende a v(l)er.

no link abaixo Regulamento e Ficha de Inscrição