quinta-feira, 28 de julho de 2011

pontal foto grafia

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Aqui,
redes em pânico
pescam esqueletos no mar
esquadras - descobrimento
espinhas de peixe
convento
cabrálias esperas
relento
escamas secas no prato
e um cheiro podre no
AR

caranguejos explodem mangues em pólvora
Ovo de Colombo quebrado
areia branca inferno livre
Rimbaud - África virgem
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais
telhados bóiam nas ondas
tijolos afundando náufragos
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra
esgoto fétido do mundo
grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas
Jerusalém pagã visitada
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:


Jesus Cristo não passou por aqui

Miles Davis fisgou na agulha
Oscar no foco de palha
cobra de vidro sangue na fagulha
carne de peixe maracangalha
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha?
penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui Pernambuco
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:


Mallarmè passou por aqui.

bebo teu fato em fogo
punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
aluga-se teu brejo no mar
o preço nem Deus nem sabre
sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?


Artur Gomes
http://juras-secretas.blogspot.com/

portal fulinaíma informa


Riverdies dia 7 de agosto no Café Aurora em São Paulo:
 R. Treze de Maio, 112 – Bixiga São Paulo, Brazil
Independen-SE Rock Fest


Das 116 às 23 horas.
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As relações de Jaqueline Serávia e Hayan Rúbia nos tempos da Faculdade
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artur gomes
fulinaíma produções
(22)9815-1266

terça-feira, 26 de julho de 2011

SampleAndo



o poema pode ser um beijo em tua boca
carne de maçã em maio
um tiro oculto sob o céu aberto
estrelas de neon em vênus
 refletindo pregos no meu peito em cruz 

na paulista consolação  na água branca barra funda
metal de prata desta lua que me inunda
num beijo sujo como a estação da luz 

nos vídeosfilmes de TV eu quero um clipenos teus seios quentes
uma cilada em tuas coxas japa
como uma flecha em tuas costas índia
 ninja, gueixa eu quero a rota teu país ou mapa
teu território devastar inteiro
como uma vela ao mar de fevereiro
molhar teu cio e me esquecer na lapa

arturgomes
http://artur-gomes.blogspot.com

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Projeto Multi Mídia: Cine Vídeo

Pontal Atafona – filme de Artur Gomes com trilha sonora da Banda Riverdies

O IFF Instituto Federal Fluminense Campi-Centro, Campos dos Goytacazes, (Rua Dr. Siqueira, 273), lança na próxima segunda 1 de agosto, o projeto Cine Vídeo, com o objetivo de desenvolver com Oficinas, Mostras e Festivais de Curtas, a criatividade dos estudantes da instituição na área do áudio visual.

A  idealização e coordenação do projeto é do poeta, ator e vídeo maker Artur Gomes.

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artur gomes
(22)9815-1266

quinta-feira, 21 de julho de 2011

poética fulinaímica



o amor é um sorvete distraído
na lanchonete da esquina
e nem sabia que a menina
gostava de poesia e prosa
eu que amo guimarães rosa
e leio fernando pessoa
com febre furor e paixão
como um drummundo em seu tempo
a menina agora contemplo
com os  meus olhos de cão

arturgomes
http://arturgomes-fotografia.blogspot.com

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Lágrimas de Deus




(Marko Andrade/Augusto Bapt)


Toda cabeça é uma casa feita
janelas e portas abertas
por onde sonhos
desejos e idéias
e os anseios sabem seu lugar
A vida e breve só pra quem tem pressa
eu ando calmo, mas a hora e essa
as rezas as velhas ervas o couro cru
No tronco da madeira
um tum tum tum no coração
o tempo brinca no quintal
rodas de folha pelo chão
ai andorinha anuncia
o temporal cai
chuvas de verão nunca fazem mal
A casa aberta o coração lavado
lágrimas de Deus
A casa aberta o coração lavado
lágrimas de Deus
cabeça feita é uma a casa aberta
que e a liberdade mora lá inquieta
num vai e vem
numa entra e sai o vento bate
a idéia vai.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

gomes & gumes


todo poema tem dois gomes toda faca tem dois gumes
de um eu não digo os nomes da outra não mostro os lumes
se um corta com palavras a outra com corte mesmo
se um é produto da fala a outra do ódio a esmo 
todo poema tem dois gomes toda faca tem dois gumes
e um amor cego nas asas brilhante de vagalumes
se em um a linguagem é sacana
na outra o corte é estrume
todo poema tem dois gomes toda faca tem dois gumes 
se em um peixe é  palavra na outra o brilho é cardume
é fio estrela na lavra mal cheiro vício costume
de um eu não digo os nomes da outra não mostro os lumes 
se em um a coisa é sagrada ofício provindo das vísceras
na outra a fé é lacrada hóstia servida nas missas
se em um é  cebola cortada aroma palavra carniça
na outra o ferro, é tempero fé cega - fome amolada
– poema é só desespero

arturgomes
http://arturgumes.blogspot.com

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Profanalha NU Rio

profanalha nu rio



a flecha de São Sebastião
como Ogum de pênis fala
perfura o corpo da Glória
das entranhas ao coração

do Catete ao Largo do Machado
onde aqui afora me ardo
como bardo do caos urbano
na velha aldeia carioca
sem nenhuma palavra bíblica
ou muito menos avaria

orgasmo é falo no centro
lá dentro da candelária

arturgomes

segunda-feira, 11 de julho de 2011

marçal tupã


Marçal Tupã

meu coração marçal tupã
sangra tupy & rock and roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi bumbá
a veia de curumim
é coca cola e guaraná

artur gomes/paulo ciranda