quinta-feira, 7 de abril de 2011

luneta

 
amor que se consuma
SOME.
amor que se consome
SUMA.

colméia

o lápis ferroa o papel
letras pousam como abelhas
e o poema tem gosto de mel.

jardim distante

acima da flor
a rima vera prima
era a cor e odor
do clima.

bala perdida

tiro certo no escuro

errado foi o muro
que adiou nosso futuro.

conto de fadas

mamãe não disse
que o príncipe só é príncipe
no principio.

ateu graças a deus

me causa riso
esse inferno e paraíso

desse deus eu não preciso

anatomia

giz riscando a lousa

sobre os seios da professora
meu olhar repousa.

porto príncipe

incrível essa foto:
um sorriso de criança
em meio ao terremoto.
 
vida que se vê
nos olhos desertos
da boneca
sempre abertos

é fácil perceber
a infância está por perto.

hipermetropia

eu te vi
e cego
já não sei
se te sigo
ou se te nego.

asa à cobra

guiso
fácil riso
amor assim
preciso

raso
fluido
sem sonhar ser paraíso

leve
assim mesmo
como se deve
amor de ave
e não de eva

amor de luz
amando a treva.

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