terça-feira, 1 de março de 2011

papoulas e ris(c)os

magritte






Um canteiro de papoulas
anoitece meu sorriso
ao fitar teus lábios
de costas pro meu beijo.

Adentro Floresta escura,
encanto úmido, despedindo-se,
uma pétala me acena solta ao vento.

É negro o sabor das horas nuas
que passo sem ti, em desespero.
Dias e Noites percorri o caminho
demarcado por sarcófagos de estrelas.

Atrás da tua sombra
na busca de abrigo,
noite vazia rasgou o silêncio
- Desassossego! -.

À beira do rio,
gota a gota, quase morro
somente cachoeiras do teu riso, hoje
podem saciar a minha sede.


Poema de Lou Albergaria para o Anáguas-
Vidráguas

Leiam mais poemas nos blogues da autora:
http://lobaderayban.blogspot.com/
http://sementedeamora.blogspot.com/

Um comentário:

  1. por aqui nem só beleza
    nesses dias de paupéria
    nação de tanta beleza
    país de tanta miséria

    http://goytacity.blogspot.com/2011/03/o-racha-no-ministerio-da-cultura.html

    ventilador – jiddu saldanha – cinema possível
    http://www.youtube.com/watch?v=SVpwfLpwp00

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