domingo, 20 de fevereiro de 2011

pornofônico confesso



esta noite em algum beco sem saída alguém está mordendo a faca e o dente dessa mordida
a minha língua devassa lambendo cerveja na lata e tua bunda na mata ao som de samplers rock and roll minha coleção de amores das areias de ipanema a atrix pornô do cinema que jorge mautner não cantou e rodrigo agora canta metáfora na carne sintética a soja do hot dog na sinfônica mordida elétrica canções que a dor não calou nas flores do mal me quer em algum destino traçado pedras pérolas palavras leminski rimbaud ou mesmo íris retina nos olhos de baudelaire

esta noite as flores do mal me quer pedras rolando na chuva um grito a mais na esquina eu canto torto a radiografia da pele eu trago e canto e fumo e falo eu sou o indecente o indgesto o que não cala para vomitar pela garganta o que a tua língua não fala

LadyGumesAfrincan'sBaby
para Samaral in/memorian

meto meus dedos cínicos
no teu corpo em fossa
proclamando o que ainda possa
vir a ser surpresa
porque amor não tem essa
de cumer na mesa
é caçador e caça
mastigando na floresta
todo tesão que resta
desta pátria/indefesa.

ponho meus dedos cínicos
sobre tuas costas
vou lambendo bostas
destas botas neoBurguesas
porque meu amor não tem essa
de vir a ser surpresa
é língua suja/grossa/visceral/ilesa
pra lamber tudo o que possa
vomitar na mesa
e me livrar da míngua
desta língua portuguesa



drummundana itabirina

fedra margarida a resolvida
decidira desfilar pela última vez
portando falo
resolvera desnudar de vez
a sua outra mulher
brazílica amanheceu incrédula
cartazes faixas manchetes vozes vozerios
por todas as vias multmeios multvias
voziferavam: Não ao Sim
e margarida flor impávida
lá foi beira-mar contando estrelas no cruzeiro
e césar que não é castro
continuou a pigmentar seu mastro
no outro lado da tela
e um dia fedra sorrindo
com o pênis/baton da louca
foi ao boca de luar da Fedra
e voltou com o luar na boca


SagaraNAgens Fulinaímicas

guima meu mestre guima
em mil perdões eu te peço
por esta obra encarnada
na carne cabra da peste
da hygia ferreira bem casta
aqui nas bandas do leste
a fome de carne é madrasta

ave palavra profana
cabala que vos fazia
veredas em mais sagaranas
a morte em vida Severina
teu grande serTão vou comer

nem joão cabral severino
nem virgulino de matraca
nem meu padrinho de pia
me ensinou usar faca
ou da palavra o fazer

a ferramenta que afino
roubei do mestre drummundo
que o diabo giramundo
é o narciso do meu ser


Pornofônico confesso

se este poema inocente
primitivo natural indecente
em teu pulsar navegante
entrar por tua boca entre dentes
espero que não se zangue
se misturar o meu sangue
em teu pensar quando antropo
por todas bocas do corpo
em total porno grafia
na sagração da mulher

me diga deusa da orgia
se também tu não me quer
quando em ti lateja e devora
palavra por palavra
por dentro e por fora
em pornofonia sonora
me diga lady senhora
nestes teus setenta anos
se nunca gozou pelos ânus
me diga bia de dora
num plano lítero/estético
qual cibernético ou humano
que te masturba ou te deflora


arturgomes
http://carnavalhaguemes.blogspot.com

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