segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Profanalha NU Rio





a flecha de São Sebastião
como ogum de pênis/faca
perfura o corpo da Glória
das entranhas ao coração

do Catete ao Largo do Machado
onde aqui afora me ardo
como bardo do caos urbano
na velha aldeia carioca

sem nenhuma palavra bíblica
ou muito menos avária:



publicado pela primeira vez na antologia “transgressões literárias” organizada por Deneval Filho, este poema provocou a ira de Arlete Sendra, que o classificou de pornofônico, afirmando qaue o autor Artur Gomes, deixava de escrever poesia para ingressar no universo da pornofonia que segundo Michele Sato o termo foi utilizado pela primeira vez no século 16 para classificar as cartas trocada por freiras de santuário francês para descreverem seus desejos inconfessos levando o poeta a escrever algum tempo depois o poema:

pornofônico confesso

se este poema inocente
primitivo natural indecente
em teu pulsar navegante
entrar por tua boca entre dentes
espero que não se zangue
se misturar o meu sangue
em teu pensar quando antropo
por todas bocas do corpo
em total porno grafia
na sagração da mulher

me diga deusa da orgia
se também tu não me quer
quando em ti lateja e devora
palavra por palavra dentro e for
em pornofonia sonora

me diga lady senhora
nestes teus setenta anoss
e nunca gozou pelos ânus
me diga bia de dora
num plano lítero/estético
qual cibernético ou humano
que te masturba ou te deflora?

federicobaudelaire – viagens insanas
http://federicobaudelaire.blogspot.com/

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