segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ana de Hollanda - retrocesso e vexame grandioso

Não tivesse o sobrenome que tem, talvez esta senhora sequer arrumasse um
cargo de contínuo no ministério da cultura.

O registro de sua atuação como gestora cultural é pífio.

Trabalhando na diretoria de musica na Funarte, tudo que fez fez foi
anacronicamente reeditar o projeto Pixinguinha imaginando ainda, quem sabe,
estar na década de setenta, sem perceber que a grande questão da música
popular brasileira neste novo milênio não era mais a de “levar” música de
qualidade do sudeste ao resto da população “inculta” ou carente de cultura
musical nos outros estados brasileiros.

Funcionária subalterna do Minc e por isso de certa maneira com ouvidos e
olhos privilegiados, não foi capaz de perceber que um novo processo de
gestão se iniciava, agora sem os eternos privilégios que os produtores do
eixo Rio São Paulo sempre tiveram.

Não sabemos se a família tem preocupações com a cultura ou informações
suficientes pra ficar com vergonha da irmã menos talentosa, mas o PT do Rio
não pode fingir que não é consigo.

O retrocesso já em curso pela ministra, é de envergonhar quem nela pôde
apostar.

Sua presença e atuação beira o absurdo pois funciona como se o governo que
acabou de sair fosse o de adversários e não aquele que produziu um quase
consenso de boa qualidade na gestão cultural.

Talvez seja o PT do Rio, que deva resolver o grave problema de termos esta
vergonha como ministra de estado.

Não sendo ele, teremos que esperar que o nacional ou os de outros estados da
federação perceba a enorme tragédia na área da cultura que neste momento
temos e se movimente.

Não sendo estes ainda os que venham a se mobilizar, tudo será contarmos com
a diligencia da família ou da nossa presidenta que não parece também muito
bem informada ou preocupada com a questão cultural.

Estivesse, não teria cometido este grave erro, que nos proporcionará atrasos
enormes e em números tão grandes que a lista de todos sequer caberiam nesta
mensagem.

Por ora ficaremos com os elencados e postados por da dasilvaorg no link
http://rede.metareciclagem.org/blog/22-01-11/Ana-de-Hollanda-por-lulaPCosta-em-8-tweets

Mais do que o perrengue com o PMDB e sua gula, o retrocesso na política do
MinC indica um prejuízo maior para a gestão Dilma.
A escolha de Ana de Hollanda é até agora o maior erro da presidenta no
processo de construção de uma hegemonia a partir do gov. Lula.
O prejuízo a que me refiro não é evidente nem para oposição direitista nem
para cidadão médio.

Mas
1) despotencializa mov sociais;

2) privilegia setores já abastados entre produtores culturais no Brasil;

3) Consolida um processo milenar de exclusão e anulação da fala de setores
marginalizados da sociedade brasileira;

4) Desrespeita um processo democrático elaborado no MInC durante oito anos;

5) Confirma a tradição de descontinuidade entre uma gestão e outra na gestão
pública;

6) O que é uma forma também de confirmação do caráter personalista da gestão
pública e das formas de fazer política institucional no Brasil.


MARKO ANDRADE
www.myspace.com/tupyafro


e se Sarney resolvesse soltar os marimbondos de fogo e novamente quisesse ser o presidente do senado e se a mocidade independente de padre olivácio invadisse o congresso e se pastor de andrade não fosse o açougueiro das almas e se joão miramar não foose a europa e olhasse o brasil com os olhos livres e se clarice não fosse esfinge e beatriz não fosse dante ana não fosse de hollanda venceria então disparada ou empataria mesmo com a banda


artur gomes sampleando
http://www.advivo.com.br/categoria/autor/artur-gomes




Beijo Chéri

O céu cobria-se de panos quentes
Que se locomoviam na minha boca
Intocável, desprovida e louca
Toda despida na noite noviça
Sem pílulas para matar o vício
Sem anestesias para tirar o gosto
Da bala de pimenta que desmanchou-se
Como um tiro manchando minha pele
Do bendito sabor do Beijo Chéri.

Ele foi fundo na minha língua Sucuri
Ao som de sua saliva grudou-se um imã
Dois lábios de genes trocados, colados
Cruzamento de cobras matando a fome
Desvirginando sensações inversas
Procriando a molhada cobra Coral
Entre as armadilhas dos braços
Que jogavam sem dó o laço
Da maldita saliva do Beijo Chéri.

Beijo este que amortecia a pele
Bebia a última gota da fonte
Pousava como uma praga
Platônica e rastejante de Plutão
Tomando a seiva do meu sexo
O vinho da minha paixão
Na taça ensaboada de cristal
Que carregava nos lábios finos
Assombrações do Beijo Chéri.

Os sutos guardo nos meus apuros
Que levo escondido entre os seios
Presos nas taças de meu sutiã
Sem abrir o bico para o grito
Dos gemidos que espremo
Nas coxas roliças dos meus dias.
Mas quando liberto os seios da taça
Os sonhos caçam a língua Sucuri
Cobra que me cobre e me come
Cobrando o preço do meu pecado
Pago na dor do ferro a brasa
Que marcou em meus lábios
O gosto quente do Beijo Chéri.

Alcinéia Marcucci
in http://artedafemea.blogspot.com/

Pobres mortais que descem a terra sem ao menos uma vez terem subido aos céus com os calores e sabores de um Beijo Chéri derretido na saliva.
Que Chéri os perdoe!




BICHO DE PORCO SE APRESENTA EM FESTIVAL DE SÃO JOÃO DA BARRA

Quem está sorrindo de orelha a orelha nesse fim de semana é o nosso diretor Jiddu Saldanha. Dois de seus trabalhos como diretor estarão sendo apresentados no Festival de Esquetes de São João da Barra; o premiado O Cão Sem Plumas do Grupo Bicho de Porco e Residência no Redemoinho, parceria de Jiddu Saldanha com a talentosa (e premiada) atriz Karol Schittinni do Teatro Trupiniquim.

As esquetes têm mais do que o diretor em comum. Ambas são monólogos realizados a partir de um intenso trabalho corporal e ambos são inspirados nas obras de grandes autorai s nacionais(João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa). Também não é a primeira vez que esses trabalhos se apresentam juntos. No ano passado eles se apresentaram no evento Grandes Nomes da Literatura no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo.

O Festival de Esquetes de São João da Barra acontecerá entre os dias 07 e 11 de fevereiro no teatro municipal da cidade. Sempre às 20h.

maiores informações: http://festivaldeesquetessjb.blogspot.com/



O Egito como estado “dos outros”: EUA, Israel e um punhado de novos ricos


por Juan Cole, em seu blog fonte: www.viomundo.com.br

Na manhã de domingo havia sinais de que os militares egípcios estavam assumindo algumas funções de segurança. Soldados começaram a prender suspeitos de vandalismo, cerca de 450 deles.

O desaparecimento da polícia das ruas havia levado à ameaça de saques generalizados, o que agora está sendo enfrentado pelas forças militares regulares. Outros métodos de controle ficaram claros. O governo fechou o escritório da Al Jazeera no Cairo e tirou a licença para que os jornalistas da emissora trabalhassem lá, de acordo com mensagens no twitter. (A Al Jazeera não tinha sido capaz de transmitir diretamente do Cairo mesmo antes da decisão). O canal, baseado no Catar, é visto pelo presidente Hosni Mubarak como agente a serviço de enfraquecê-lo.

Por que o estado egípcio perdeu sua legitimidade? Max Weber distinguia entre poder e autoridade. O poder flui das armas e o estado egípcio tem uma grande quantidade delas. Mas Weber definia autoridade como a probabilidade de uma ordem ser obedecida. Líderes que tem autoridade não precisam atirar nas pessoas. O regime de Mubarak já atirou em mais de 100 pessoas nos últimos dias e feriu muitas outras.

Literalmente, centenas de milhares de pessoas ignoraram as ordens de Mubarak para observar o toque de recolher noturno. Ele perdeu sua autoridade.

A autoridade é baseda em legitimidade. Líderes são seguidos quando as pessoas concordam que eles tem alguma base legítima para sua autoridade e poder. Em países democráticos, a legitimidade vem das urnas.

No Egito, entre 1957-1970, a autoridade derivou do papel de liderança que os militares e as forças de segurança tiveram ao livrar o país da hegemonia ocidental. Aquele conflito incluiu enfrentar o Reino Unico para ganhar controle do canal de Suez (originalmente contruído pelo governo egípcio e aberto em 1869, mas comprado por quase nada pelos britânicos em 1875, quando as práticas bancárias ocidentais levaram o governo egípcio endividado à beira da bancarrota).

Também envolveu enfrentar as tentativas agressivas de Israel de ocupar a península do Sinai para representar interesses israelenses no canal de Suez. O líder revolucionário árabe Gamal Abdel Nasser (que morreu em 1970) conduziu uma grande reforma agrária, dividindo as gigantescas fazendas de estilo centro-americano e criando uma classe média rural. Leonard Binder argumentou que no fim dos anos 60 aquela classe média era a coluna do regime. O estado sob Abdel Nasser promoveu a industrialização e também criou uma classe urbana de empresários que se beneficiaram das construções encomendadas pelo governo.

A partir de 1970, Anwar El Sadat levou o Egito por uma nova direção, abrindo a economia e abertamente se aliando à classe empresarial multimilionária do ramo da construção. Esta estava em busca de investimentos europeus e americanos. Cansado das guerras sem resultado entre árabes e israelenses, o público egípcio deu apoio ao plano de paz de 1978 com Israel, que acabou com o ciclo de guerras com aquele país e abriu espaço para construir a indústria de turismo egípcia e o investimento ocidental nela, assim como ajuda financeira americana e europeia. O Egito se moveu para a direita.

Mas enquanto as políticas socialistas de Nasser levaram à duplicação dos salários reais no Egito entre 1960-1970, de 1970 a 2000 não houve desenvolvimento no país. Parte do problema foi demográfico. Se a população cresce 3% ao ano e a economia cresce 3% ao ano, o aumento per capita é zero. Desde cerca de 1850, o Egito e outros países do Oriente Médio tem tido um (misterioso) boom populacional.

As crescentes populações tornaram as cidades inchadas, já que tipicamente elas oferecem salários maiores que na zona rural, mesmo na economia informal (por exemplo, vendendo caixas de fósforo). Quase metade da população agora vive nas cidades e muitas vilas hoje se tornaram subúrbios das vastas metrópoles.

E assim a classe média rural, embora ainda importante, não serve mais como principal base de apoio ao regime. Um governo bem sucedido teria de ter um grande número de pessoas nas cidades ao seu lado. Mas lá, as políticas neoliberais exigidas pelos Estados Unidos de Hosni Mubarak desde 1981 não ajudaram. As cidades egípcias sofrem de alto índice de desemprego e de inflação relativamente alta. O setor urbano viu nascerem alguns multibilionários, mas muitos trabalhadores ficaram para trás. O enorme número de formados em escolas secundárias e universidades produzidos pelo sistema não encontra empregos à altura de sua educação e muitos nem conseguem emprego. O Egito urbano tem ricos e pobres, mas uma pequena classe média. O estado tenta cuidadosamente controlar os sindicatos, que quase nunca agem de forma independente.

O estado, assim, é visto como um estado para poucos. Sua velha base de classe média rural estava em declínio com a mudança dos jovens para as cidades. O estado está fazendo pouco para as classes trabalhadora e média urbanas. Uma classe de negócios ostentadora emergiu, altamente dependente de contratos e da boa vontade do governo — e se encontra nos hotéis de luxo de turismo. Mas as massas de formados na escola secundária e na universidade foram reduzidas a dirigir táxis e vender tapetes (quando conseguem esses bicos) e não se beneficiaram das taxas de crescimento no papel da última década.

O regime militar do Egito inicialmente ganhou legitimidade popular em parte por enfrentar a França, o Reino Unido e Israel entre 1956-57 (com a ajuda de Ike Eisenhower). Depois dos acordos de Camp David o Egito ficou de fora das grandes disputas do Oriente Médio e fez o que é visto como uma paz em separado. A cooperação do Egito com o bloqueio israelense de Gaza e sua aliança tácita com os Estados Unidos e Israel enfureceram politicamente os mais jovens, que já estavam economicamente frustrados.

A ajuda do Cairo aos Estados Unidos, por baixo do pano, com [a invasão do] Iraque e com a tortura de suspeitos de pertencer à Al Qaeda, é bem conhecida. Muito pouco desgosta tanto os egípcios quanto a guerra do Iraque e a tortura. O estado egípcio foi de ter uma ampla base nos anos 50 e 60 para ser capturado por uma pequena elite. Foi de um símbolo de luta por dignidade e independência diante do domínio britânico para ser visto como um cãozinho de estimação do Ocidente.

O fracasso do regime em se conectar com as crescentes classes urbanas (média e de trabalhadores) e sua incapacidade em dar emprego aos formados em universidades criaram as condições para os eventos da semana passada. Trabalhadores educados precisam de um estado legal para regular suas atividades econômicas e o governo arbitrário de Mubarak é visto como um atraso por eles. Embora a economia tenha crescido entre 5 e 6% na última década, o ímpeto governamental que houve para esse desenvolvimento permaneceu escondido — ao contrário da reforma agrária dos anos 50 e 60. Além disso, a renda ganha com o aumento do comércio foi para uma pequena classe de investidores. Por exemplo, desde 1991 o governo vendeu 150 das 314 empresas estatais, mas o benefício das vendas foi para um pequeno punhado de pessoas.

A crise econômica mundial de 2008-2009 teve um efeito devastador para os egípcios que já viviam precariamente. Muitos dos mais pobres enfrentaram a fome. Depois, a queda nos preços e nas receitas do petróleo fizeram com que muitos dos trabalhadores egípcios em outros países perdessem sua reserva econômica. Eles não puderam mais fazer as remessas de dinheiro para casa e muitos tiveram de voltar de forma humilhante.

O estado nasserista, com todos os seus problemas, teve legitimidade porque era visto como um estado para a massa dos egípcios, tanto fora quanto dentro do país. O atual regime é visto no Egito como um estado para os outros — para os Estados Unidos, Israel, França e Reino Unido — e é um estado para poucos — os novos ricos neoliberais.

O islã não é levado em conta nesta análise por não ser uma variável independente. Os movimentos islâmicos tem servido para protestar contra a ausência do estado diante de suas responsabilidades e para oferecer serviços. Mas eles são um sintoma, não uma causa. É por isso que a nomeação por Mubarak de militares para ocupar os cargos de vice-presidente e de primeiro-ministro não são suficientes em si para enfrentar a crise. Eles, como homens do Sistema, não tem mais legitimidade que o presidente — talvez até menos.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

BRISA: O FILME


“BRISA” é o primeiro filme do projeto Cinema Possível realizado em HD e o 18º desde 2007. Contamos com a participação dos artistas: Artur Gomes, May Pasquetti e Jorge Ventura além de uma bela trilha sonora criada por Marko Andrade. Roteiro, direção e montagem de Jiddu Saldanha.


Jiddu Saldanha entrevista Artur Gomes para o projeto Cinema Possível
Leia no blog: http://curtabrisa.blogspot.com/2011/01/artur-gomes-entrevista_9413.html

jura secreta 16

a lavra da palavra quero
quando for pluma mesmo sendo espora
felicidade uma palavra
onde a lavra explora
se é saudade dói mas não demora
e sendo fauna linda como a flora
lua luanda vem não vá embora
se for poema fogo do desejo
quando for beijo
que seja como agora

a lavra da palavra quero
onde mayara bruma já me diz espero
saliva na palavra espuma
onde tua lavra é uma
elétrica pulsação de eros
a dançado teu corpo vero
onde tua alma luna
e o meu corpo impluma
valsa por laguna em beijos e boleros

fosse esta menina Monalisa
ou se não fosse apenas brisa
diante da menina dos meus olhos
com esse mar azul nos olhos teus

não sei se MichelÂngelo
Da Vinci Dalí ou Portinari te anteviram
no instante maior da criação
pintura de um arquiteto grego
quem sabe até filha de Zeus

e eu Narciso amante dos espelhos
procuro um espelho em minha face
para ver se os teus olhos
já estão dentro dos meus

artur gomes
http://juras-secretas.blogspot.com/

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011



com dez anos de trabalho, diversos prêmios internacionais e um público cativo, a Banda Riverdies irá realizar um espetáculo gratuito para mostrar o seu rock poderoso, hoje na Fnac do Barra Shopping (Av. Das Américas 4666), a partir das 19 horas.
Além de terem sido premiados em grandes festivais pelo país, o primeiro CD dos meninos “Dow Yard” esgotou, gerando grande surpresa para todos os integrantes.

Apresentando canções originais e alguns covers, Gui, Leo, Alex, Vic e Fil, mostrarão seu trabalho em formato acústico e haverá ainda distribuição de EP´s autografados de um som inovador, ao final do show.

Sob influências que vão do jazz ao trash metal, o grupo acredita em sua sonoridade única para apresentar seus espetáculos.
classificação livre: mais informações: 2109-2000

50 minutos com as músicas mais conhecidas do Riverdies + covers pops inéditos!

Entrada gratuita!!!

Riverdies hoje na Fnac Barra Shopping – 19:00h
www.myspace.com/filbucproductions


brasilianas.org - artur gomes sampleando
http://www.advivo.com.br/categoria/autor/artur-gomes


Fil Buc
Produtor Musical e Guitarrista
Infos sobre o novo Home Studio:
(21) 9611-1611

Leia mais aqui http://goytacity.blogspot.com/
inscreva-se com seu e-mail na lista:
Fnac - Série Encontros - Lista Amiga
http://listaamiga.com/fnac-serieencontros



injúria secreta


suassuna no teu corpo
couro de cor compadecida
ariano sábio e louco
inaugura em mim a vida

pedra de reino no riacho
gumes de atalhos na pedreira
menina dos brincos de pérola
palavra acesa na fogueira

pós os ismos tudo é pós
na pele ou nas aranhas
na carne ou nos lençóis
no palco ou no cinema
o que procuro nas palavras
é clara quando não é gema

até furar os meus olhos
com alguma cascata de luz
devassa quando em mim transcende
lamparina que acende
e transforma em mel o que antes era pus

SagaraNAgens Fulinaímicas

guima
meu mestre guima
em mil perdões
eu vos peço
por esta obra encarnada
nacarne cabra da peste
da hygia ferreira bem casta
aqui nas bandas do leste
a fome de carne é madrasta

ave palavra profana
cabala que vos fazia
veredas em mais sagaranas
a morte em vidas severinas
tal qual antropofagia
teu grande serTão vou cumer

nem joão cabral severino
nem virgulino de matraca
nem meu padrinho de pia
me ensinou usar faca
ou da palavra o fazer

a ferramenta que afino
roubei do meste drummundo
que o diabo giramundo
é o narciso do meu Ser

cezane não pintava flores

cezane não pintava flores
montado em seu cavalo alado
despejava tintas
no corpo da mulher amada
com os pincéis encravados
entre as coxas
transformou hollandas
em quintais de vento
re-inventou o tempo
na hora de pintar

artur gomes
http://jura-secretas.blogspot.com/

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

UENF: outra vez entre as melhores





IGC do MEC mantém a UENF entre as melhores do Brasil

A UENF é a 13ª melhor universidade do Brasil e a segunda instituição de ensino superior pública no Estado do Rio de Janeiro, de acordo com o IGC (Índice Geral de Cursos) do Ministério da Educação (MEC) - indicador de qualidade das instituições de educação superior do país. O resultado do IGC 2009 (referente ao triênio 2007, 2008 e 2009) mostra a UENF duas posições acima do IGC 2008 e na melhor posição entre as universidades estaduais do país. O IGC 2009 foi divulgado na última quinta-feira, 13/01, e se encontra no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - autarquia pública responsável pelo levantamento.

É a terceira vez consecutiva que a UENF fica entre as 15 primeiras colocadas no IGC. Para o reitor da UENF, Almy Junior, existem vários fatores que contribuem para que a Universidade tenha boas classificações nas avaliações do MEC desde a implantação do antigo provão. Para ele, os resultados mostram o acerto do modelo escolhido para a Universidade, bem como o empenho de todo o seu corpo de servidores e a qualidade do corpo discente.

- Uma universidade com um tripé pautado na força da pesquisa, na extensão - cada vez mais inserida na realidade da universidade -, e na qualidade do ensino, terá sempre resultados deste nível. Este é o resultado de um trabalho coletivo de 17 anos de luta, com corpo de servidores sérios, altamente qualificado e dedicado, bem como um corpo discente de nível muito elevado - afirma.

O IGC avalia tanto a graduação quanto a pós-graduação. Para a graduação, utiliza o Conceito Preliminar de Curso (CPC) - uma média de diferentes índices de qualidade dos cursos, como o Conceito Enade, desempenho dos estudantes no Enade, Conceito IDD e variáveis de insumo (corpo docente, infraestrutura e programa pedagógico). No que se refere à pós-graduação, o IGC utiliza a nota Capes. Instituições que não participam do Enade, portanto, acabam ficando fora do IGC - a USP e a Unicamp não são avaliadas.

Foram avaliadas 2.137 instituições de educação superior, sendo 180 Universidades, 158 Centros Universitários e 1799 Faculdades. Os conceitos variam de 1 a 5, sendo que 1 e 2 são considerados "insatisfatórios", enquanto os conceitos 4 e 5 significam "excelência". Com um total de 379 pontos, o mesmo obtido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em seu IGC contínuo - o máximo são 500 pontos -, a UENF ficou com o conceito 4. Segundo o MEC, as instituições que obtiveram conceitos 3, 4 e 5 avançam para conquistar mais autonomia, enquanto aquelas com conceitos 1 e 2 ficam sob sua supervisão. Caso não consigam sanar suas deficiências, podem ter diminuído o número de vagas oferecidas ou, em último caso, ter suspenso o recredenciamento dos seus cursos.

- Acredito que podemos avançar ainda mais, com ações como a participação da UENF no SiSU, as melhorias que vêm sendo obtidas na infraestrutura da Universidade, ações voltadas para atender demandas da sociedade regional e a elevada captação de recursos pelos nossos professores. Destacam-se também as possibilidades ofertadas para que o corpo discente participe dos programas de pesquisa, como as bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado, de extensão, em diferentes programas, e de ensino, em programas como monitoria, pré-vestibular social, entre outros. Além disso, investimentos na capacitação e nos direitos dos servidores e dos estudantes, compromissos que assumimos com a comunidade, e que estamos atuando para ampliar cada vez mais, estão sendo cumpridos - afirma o reitor.

A instituição que obteve o primeiro lugar no ranking geral do IGC 2009, com 440 pontos, foi a Universidade Federal de São Paulo. Em segundo lugar ficou a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, em terceiro, a Universidade Federal de Lavras. Dentre as instituições públicas do Estado do Rio, a UENF só se encontra abaixo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que obteve 395 pontos no IGC e nono lugar geral. Apenas nove universidades brasileiras obtiveram o conceito máximo.

A UENF oferece atualmente 17 cursos de graduação e 13 programas de pós-graduação, sendo que em 10 deles são oferecidos cursos de doutorado. Segundo o reitor Almy Junior é fundamental que o sucesso da universidade seja estendido para outros municípios do estado do Rio de Janeiro.

- Temos apresentado propostas de expansão deste modelo de universidade para que possamos contribuir ainda mais na melhoria da qualificação da nossa população e propor soluções, com as pesquisas que produzimos, para os problemas a serem enfrentados com os grandes investimentos que a região recebe atualmente - afirma.

ascom/uenf

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mama Mia





Mama Mia late na minha ladeira
Tece teias no meu labirinto
De perdições labiais perdidas entre os cristais,
Invasoras das folhas de vidro que me enamoram
Nas ladainhas que cortam minha pele de algodão
Como um sopro de lama queimada pela laje
Que lança meus satélites na sonda destes espaços
Engolidos pelos dedos lambidos do tempo.
Mama Mia mia nos meus telhados
Arranha as foices da minha lâmpada
Desmancha os laços das minhas mãos
Bebe o leite das minhas lembranças
Embebidos no vinho tinto das uvas
Circulares mastigadas pelas lanternas
Que beliscam os meus músculos
E fermentam a pele dos meus lençóis.
Mama Mia ronca nos meus sonhos
Ri dos inícios sem fim que me defloram
Esconde meus medos, empurra meus segredos
Lavoura meu corpo para o amor,
Meus olhos nascentes do leste para a dor
De um sol vermelho perfumado pelas rosas
Por entre os reflexos dos meus planos
Que velejam sobre o sopro das asas dos meus cílios.
Mama Mia Pia sem pagar licença das minhas taxas
Uma nova lenda sobre os meus pés sem chão.
Há um lobo-do-mar velando meus sonhos!
Há um dedo de moça apimentado minhas sílabas
Entre o mar salgado que vaza dos meus poros
Sem bússola que atravesse o centro da minha gravidade
Sem agulha que penetre nas minhas cavidades
De borboletas voando sobre nuvens grávidas demais
Para deixarem pousar velhas mariposas sobre a terra.

Alcinéia Marcucci no blog arte da fêmea

Mama Mia é o mistério das emoções da Arte que me degusta, me bebe, me come entre um gole de vinho e gotas de tinta na chuva, e, ainda não me bastasse, quando menos espero ela escapa por entre a grade dos meus dentes e toda enxerida vai bater perna por entre as vielas medievais da "Toca do Zorro" ...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

federico baudelaire - viagens insanas de jardinópolis ao canal campos macaé




em couro cru & carne viva roberto piva fazia discurso em homenagem a mussolini depois de namorar as calcinhas das irmãs no pátio do convento agora bebo uma cerveja enquanto nova iguaçu dá um passeio no vasco e cássia eller deixa o meu mundo mais completo quando o segundo sol chegar não sei se nando reis nem disse que me surpreendi mas você pode ter certeza era 10 anos depois que o pagador de promessas zé do burro baixou em avatar depois que fando e liz atravessaram a ditadura de franco em nova granada de espanha hygia ainda ferreira me escrevia que as sete sereias do longe sequestraram guimarães rosa para o presépio de santo antônio que o seu pai lhe dera na infância

no hall do hotel dallonder senti em minhas cuostas uma fumaça de musa passar pela minha íris bem perto do meu nariz poesia jorrava solta na noite do inverno quente lá no rio grande do sul exatamente na serra perto o vale dos vinehdos era 96 no lance de dados deu 6 xangô revendo iansã iemanjá oxum quem sabe até umas outras mil e umas noites de amor sem sono quando alguns desdos macios tocam nas minhas costas e dois olhos sedentos de mar e fogo me fitam até as entranhas já desejosos de sexo estava ali outro destino traçado pra minha carne que n entrega do isntante nem quis saber do depois nem do que já foi como antes era tudo presente e o futuro era ali como a coisa que me devorava no instante

joaquim josé da silva xavier nejar falava em santa mônica o time do vascoé uma vergonha ando por aí tentando te encontrar na república de ribeirão o namorado da bia rasgava o poema concreto depois de ler mano melo com o sexo em moscou não não digo que não me surpreendi antes que eu disse que as noites em jardinópolis foram de orgia e cerveja mesmo no bar do chico com as alucinações do prefeito e as madrugadas de dedos que maitê não soube o porque que a dama do cine xangai era uma musa chapada num filme que nunca vi depois que a boca do lixo me provocou outras cenas na primavera registro com mariana das eras primeiras do mar de fogo que hygia ferreira me trouxe das aulas de línguas do ibilce bem no fundo do íntimo lá no brano do nervo onde sstefani ainda não sabe do conhac que bebi na tua boca

no presídio federal os regalhos seguiam em cena agora em segunda vez depois que a bailarina vinda da unicampi tomou o lugar federika e agora de porta bandeira bailava na hóstia do padre e outubro nunca foste novembro todos os santos finados outubro é mês das entregas esfregas de corpo e alma ainda em 95 a mocdidade nascendo na fina flor dos estácios dos lácios do melodia sabendo que em algum dia fosse dar no que fosse lembremos o que foi agora agosto 88 em goyt city de outrora quando fizemos mudanças pensando serem mudanças e hoje vemos a city igual ou pior do que dantes e o canal que foi do império canal para navegantes hoje é canal de propinas pros bolsos do comandante





federico baudelaire - viagens insanas

sábado, 22 de janeiro de 2011

Estudantes e petroleiros voltam a ocupar as ruas do Rio e iniciam jornada nacional contra os leilões








Estudantes e petroleiros voltam a ocupar as ruas do Rio e iniciam jornada nacional contra os leilões

O anúncio do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, no início de janeiro, de que realizaria leilões de petróleo ainda no primeiro semestre desse ano não demorou em receber resposta à altura. Estudantes de diversas organizações com apoio do Sindipetro-RJ realizaram um ato, com cerca de 800 pessoas, contra os leilões do petróleo brasileiro na manhã dessa segunda (17). A militância da campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso” promete empenhar toda a energia necessária para impedir a privatização dos nossos recursos naturais.

- Queremos ver o Brasil inteiro nas ruas defendendo que todo o recurso do petróleo seja utilizado para transformar a vida do nosso povo. Não podemos deixar que entreguem mais uma vez nossas riquezas, como já fizeram com o pau-brasil, com o ouro, a cana-de-açúcar, o café. Agora que o governo começa a anunciar a realização de leilões, precisamos fazer barulho e deixar o nosso recado. Vamos barrar os leilões do petróleo! – agita Emanuel Cancella, diretor do Sindipetro-RJ.

Com esse primeiro ato de rua, a direção do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro espera deslanchar um amplo processo nacional de luta contra os leilões do petróleo. A massiva participação dos estudantes presentes no 13º Congresso Nacional de Entidades de Base da UNE, ocorrido entre os dias 15 e 17 de janeiro, trouxe um novo gás para a campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso”. “Os estudantes sempre tiveram uma participação decisiva nas lutas em defesa da nossa soberania. Com eles, a campanha dá um salta de qualidade” – explica o economista Francisco Soriano, também diretor do Sindipetro-RJ.

Do Rio de Janeiro para o Brasil, o objetivo é alastrar pelo país o movimento contra a privatização do petróleo

Com palavras de ordem, faixas, cartazes e muita animação, a estudantada partiu da UERJ até o Edifício Sede da BR Distribuidora, no bairro do Maracanã. Lá entoaram músicas e muitos gritos contra os leilões. Depois seguiram para o Maracanãzinho, local da plenária final do Coneb, onde encerraram a manifestação.

Na próxima plenária nacional da campanha, a direção dos petroleiros do Rio espera aprovar uma jornada nacional contra os leilões. A idéia é contagiar o país inteiro com a defesa da apropriação popular dos recursos do petróleo, com o monopólio estatal e a constituição de uma Petrobrás 100% pública e estatal.

Na manifestação do dia 17 contra os leilões e pela destinação de 50% do Fundo Social do pré-sal para educação, além das palavras de ordem da campanha “O Petróleo Tem que Ser Nosso”, os estudantes defenderam 10% do PIB para educação e denunciaram o absurdo aumento de salário dos parlamentares e da presidência. Em diversas intervenções, a coordenação também destacou que esse ato se solidarizava às vítimas das chuvas da região serrana e exige dos governos ações concretas de infraestrutura urbana e construção de moradias dignas.

Fonte: Agência Petroleira de Notícias
Fotos: Samuel Tosta / Agência Petroleira de Notícias

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

sérgio sampaio que loucura

neste último sábado saí com o reubes e fomos bater na casa do artur gomes lá fomos recebido com louras geladas para sessões de vídeo música poesia entre umas e outras no bate papo começamos a relembrar fatos memoráveis que já vivenciamos e o último foi a oficina experimental que o artur dirigiu-nos na casa cenográfica centro de produção áudio visual de taubaté no início de março de 2010 dentro da programação do vale poético

além da minha presença e do reubes estiveram nos exercícios márcio vaccari andréia moreira lima juninho vaccari e a atriz ana tavares foram 8 horas de intensos exercícios de improvisação que nos levou a um delírio total não só pela forma com que o artur nos conduzia durante os exercícios mas também pela cama sonora que ele nos embalava ao som de sérgio sampaio

chegamos na casa do poeta a tardinha e varamos noite madrugada ouvindo também raul seixas, o terço, luiz melodia, edvaldo santana, madan, cássia eller e adriana calcanhoto uma faxina geral em nossos tímpanos para não entupirmos nos de calcinhas pretas toque no altar bonde do forró e toda essa merda musical que as AMs e FMs tentam nos empurrar ouvido a dentro além do lixo que hoje temos nos canais de TV aberta

sérgio sampaio é hoje um ícone da MPB deixou uma obra de responsa criada num momento sombrio em que o país estava mergulhado na ditadura militar seus blues tangos sambas e boleros são delícias que jamais perderão o sabor e a vitalidade da musica com a qualidade verbo sonora

saque o vídeo abaixo:

sérgio sampaio – que loucura


Que Loucura
Sérgio Sampaio

Fui internado ontem
Na cabine cento e três
Do hospício do Engenho de Dentro
Só comigo tinham dez
Estou doente do peito
Eu tô doente do coração
A minha cama já virou leito
Disseram que eu perdi a razão
Tô maluco da idéia
Guiando carro na contramão
Saí do palco e fui pra platéia
Saí da sala e fui pro porão

federico baudelaire - viagens insanas
http://federicobaudelaire.blogspot.com/

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Profanalha NU Rio





a flecha de São Sebastião
como ogum de pênis/faca
perfura o corpo da Glória
das entranhas ao coração

do Catete ao Largo do Machado
onde aqui afora me ardo
como bardo do caos urbano
na velha aldeia carioca

sem nenhuma palavra bíblica
ou muito menos avária:



publicado pela primeira vez na antologia “transgressões literárias” organizada por Deneval Filho, este poema provocou a ira de Arlete Sendra, que o classificou de pornofônico, afirmando qaue o autor Artur Gomes, deixava de escrever poesia para ingressar no universo da pornofonia que segundo Michele Sato o termo foi utilizado pela primeira vez no século 16 para classificar as cartas trocada por freiras de santuário francês para descreverem seus desejos inconfessos levando o poeta a escrever algum tempo depois o poema:

pornofônico confesso

se este poema inocente
primitivo natural indecente
em teu pulsar navegante
entrar por tua boca entre dentes
espero que não se zangue
se misturar o meu sangue
em teu pensar quando antropo
por todas bocas do corpo
em total porno grafia
na sagração da mulher

me diga deusa da orgia
se também tu não me quer
quando em ti lateja e devora
palavra por palavra dentro e for
em pornofonia sonora

me diga lady senhora
nestes teus setenta anoss
e nunca gozou pelos ânus
me diga bia de dora
num plano lítero/estético
qual cibernético ou humano
que te masturba ou te deflora?

federicobaudelaire – viagens insanas
http://federicobaudelaire.blogspot.com/

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

black billy






black Billy

ela tinha um jeito gal – fatal vapor barato
toda vez que me trepava as unhas com um gato
cantar era seu dom
chegava a dominar a voz feito cigarra
cigana ébria vomitando doses do seu canto

uma vez só subiu ao palco
estrela no hotel das prateleiras
companheira de ratos na pele de insetos
praticando a luz incerta no auge do apogeu

a morte
não é muito mais que um plug elétrico
um grito de guitarra – uma centelha
logo assim que ela começa
algo se espelha
na carne inicial de quem morreu
?

Arturgomes
http://artur-gomes.blogspot.com/

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

cinema possível




BRISA” é o primeiro filme do Projeto Cinema Possível realizado em HD e o 18º Filme do Projeto desde 2007. O filme conta com a participação dos artistas Artur Gomes, May Pasquetti e Jorge Ventura e com uma bela trilha sonora criada por Marko Andrade.

Trata-se de um cine-poema realizado em outubro de 2010 nas cidades de Bento Gonçalves – RS, Porto Alegre – RS, Cabo Frio – RJ e Rio de Janeiro – RJ. Com finalização prevista para março de 2011.

Sinopse
Musa, perdida em meio a uma crise existencial, encontra dois poetas que buscam preencher seus vazios recitando poemas pelos mais remotos lugares do Brasil. É numa tarde em um hotel que ambos, após participarem do lançamento de "Havana", do escritor Airton Ortiz, se dão conta de que a vida não é vazia e sim repleta de possibilidades.

Brisa, a musa dos poetas, resolve sair em busca de uma conexão maior com a poesia e encontra, ao lado dos poetas, os momentos que a fazem viver a plenitude do mundo mágico das palavras.

Argumento
A idéia do filme “BRISA” surgiu no XVIII Congresso Brasileiro de Poesia, em 2010, num momento de crise do evento, onde a mudança política da cidade sede deixou uma pergunta no ar: qual a possibilidade de continuidade ou não deste histórico momento anual consagrado à poesia?

Jiddu Saldanha e Jorge Ventura vinham discutindo a possibilidade de criar um filme, onde ficasse evidente toda a reflexão suscitada pelo momento que cada um estava vivendo em relação ao evento e à vida como um todo.

Algum tempo depois, o poeta Artur Gomes surge com seu encantamento eterno, trazendo para junto de Jiddu e Jorge a atriz e poeta May Pasquetti. Percebendo um ar de angústia e muita sensibilidade no olhar de May, Jiddu percebe ter nela a figura da personagem “Brisa”, uma musa solitária que busca na sua beleza imediata as respostas para os grandes vazios da existência.

Ao entrar em contato com a obra musical de Marko Andrade, Jiddu percebe o casamento perfeito entre os artistas e poetas e a sonoridade de um dos mais significativos parceiros do projeto Cinema Possível. Conclui-se assim a idéia do primeiro filme em HD do projeto.

Desdobramentos para 2011
O filme “BRISA” além de ser o primeiro filme do projeto Cinema Possível em HD, conta com um trabalho meticuloso e uma proposta de lançamento diferenciado, o que dá aos nossos projetos um olhar mais amplo, alargando a proposta de fazer um cinema pessoal e aberto a múltiplas possibilidades estéticas.

Fiel à nossa filosofia de trabalhar em rede com artistas que produzem sua própria linguagem/obra, buscamos a evidência de um filme que não está preocupado em ser “genial” e nem propõe qualquer tipo de “mudança” no cenário audiovisual. Queremos e buscamos a expressão de uma linguagem onde a obra encontre seu público e a partir dele amplie seu discurso e reflexão

saiba mais aqui: http://curtabrisa.blogspot.com/


Jura secreta 34

por que te amo
e amor não tem pele nome ou sobrenome
não adianta chamar
que ele não vem quando se quer
porque tem seus próprios códigos e segredos
mas não tenha medo
pode sangrar pode doer
e ferir fundo
mas é razão de estar no mundo
nem que seja por segundo
por um beijo mesmo breve
por que te amo
no sol no sal no mar na neve

arturgomes
http://juras-secretas.blogspot.com/


jura secreta 126

as orquídeas ainda são azuis
girassóis relâmpagos na chuva
na surpresa dentro a tempestade
dessa manhã que finda
pimenta tua boca em chamas
incendeia meus lençóis profana
essa linguagem como arco-íris
como se fosse pulsação que arde
nas entranhas dessa luz de fogo
nos meus dentes mastigando a tarde


arturgomes

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

eu não sou da tua laia

foto: jiddu saldanha - http://curtabrisa.blogspot.com

a flor da tua pele
me provoca amor intenso

mas amor é outra coisa
contrária a tudo aquilo
que penso

por uma lua de água e sal
pelo sol o girassol
pela areia da praia
pela arraia
a vida dos peixes
a tartaruga
a vida pelas rugas
as brigas as intrigas
pelos filhos
pelas filhas
os trapos da mortalha
o carnaval
a carnavalha
pelas tralhas e trilhas
a faca de dois gumes
o fio da navalha

eu estou por aí: guaxindiba santa clara
são francisco sossego gargaú
pontal atafona grussaí
estou sempre na área
trafego na praia
mas não sou da tua laia

“ cravo brigou com a rosa debaixo de uma sacada o carvão saiu ferido a rosa despedaçada. O cravo ficou doente a rosa foi visitar o cravo teve um desmaio a rosa pois-se a chorar”

Dizem que foi por greve de fome. Mas nunca ficou provado

Leia mais aqui: http://artur-gomes.blogspot.com/

arturgomes - leminskiando


O COISA RUIM

me querem manso
cordeiro
imaculado
sangrado
no festim dos canibais
me querem escravo
ordeiro
serviçal
salário apertado no bolso
cego mudo e boçal
me querem rato
acuado
rabo entre as pernas
medroso
um verme, pegajoso
mas eu sou osso
duro de roer
caroço
faca no pescoço
maremoto tufão furacão
mas eu sou cão
ladro
mordo
arreganho os dentes
incito a revolta dos deuses
toco fogo na cidade
qual nero
devasto o lero lero
entro em campo
desempato
eu sou o que sangra
um poeta nato