sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cantinho do Poeta Quartas Culturais

Pontal

Dia 1 dezembro 21 horas
Encenação teatral com poemas de
Aluysio Abreu Barbosa, Adriana Medeiros,
Antônio Roberto(Kapi) e Artur Gomes.
com Artur Gomes, Yvi Carvalho e Sidney Navarro
Direção: Kapi
Local: Cantinho do Poeta
Rua Cardoso de Melo, 42 – Campos dos Goytacazes-RJ

a flor da pele – pontal foto grafia


texto de Dougals da Mata sobe a violência no Rio
leia aqui http://goytacity.blogspot.com/

Pontal Foto.Grafia

Aqui,
redes em pânico
pescam esqueletos no mar
esquadras – descobrimento
espinhas de peixe convento
cabrálias esperas relento
escamas secas no prato
e um cheiro podre no
AR


caranguejos explodem mangues em pólvora
Ovo de Colombo quebrado
areia branca inferno livre
Rimbaud - África virgem –
carne na cruz dos escombros
trapos balançam varais
telhados bóiam nas ondas
tijolos afundando náufragos
último suspiro da bomba
na boca incerta da barra
esgoto fétido do mundo
grafando lentes na marra
imagens daqui saqueadas
Jerusalém pagã visitada
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:
Jesus Cristo não passou por aqui

Miles Davis fisgou na agulha
Oscar no foco de palha
cobra de vidro sangue na fagulha
carne de peixe maracangalha
que mar eu bebo na telha
que a minha língua não tralha?
penúltima dose de pólvora
palmeira subindo a maralha
punhal trincheira na trilha
cortando o pano a navalha
fatal daqui Pernambuco
Atafona.Pontal.Grussaí
as crianças são testemunhas:
Mallarmè passou por aqui

bebo teu fato em fogo
punhal na ova do bar
palhoças ao sol fevereiro
aluga-se teu brejo no mar
o preço nem Deus nem sabre
sementes de bagre no porto
a porca no sujo quintal
plástico de lixo nos mangues
que mar eu bebo afinal?

arturgomes
leia mais aqui http://artur-gomes.blogspot.com/

cardio.grafia da pele




que esta palavra bendita
não seja dor
quando mal dita

como espinha quando aflora
ou espora
enquanto irrita

minha cardio.grafia
em suma
não é pena nem pluma
apenas palavra que resuma
o silêncio como agora
ou sonora quando grita

arturgomes
http://pelegrafia.blogspot.com/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

com quantas miragens se faz uma metáfora?

barra de são joão - foto: artur gomes



moras no meu inconsciente
strela de estradas minhas
como entrou não sei como direis
quem sabre de mim como dirias
nessa nova estética mar de onde quirias
se estátuas jorram vinho pelos dedos
eu me estremeço ao ver teus lábios
soletrar este poema

os astros atuais já nascem tortos
strela de estradas minhas
miragens não tem fome
metáforas morrem de sede
e eu bebo nos céus da tua boca
a língua viva em tua fala
na escrita que não cessa
e leio as linhas do teu corpo
no desejo que ainda não confessa



meta metáfora no poema meta

como alcançá-la plena
no impulso onde universo pulsa
no poema onde estico plumo
onde o nervo da palavra cresce
onde a linha que separa a pele
é o tecido que o teu corpo veste

como alcançá-la pluma
nessa teia que aranha tece
entre um beijo outro no mamilo
onde aquilo que a pele em plumo
rompe a linha do sentido e cresce
onde o nervo da palavra sobe
o tecido do teu corpo desce
onde a teia que o alcançar descobre
no sentitdo que o poema é prece

arturgomes
http://juras-secretas.blogspot.com/


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sarau Palavras Diversas

barra de são joão - foto: artur gomes

Dia 24 novembro 21 horas
Cantinho do Poeta Rua Cardoso de Melo, 42
Campos dos Goytacazes-RJ

Encontro Regional de Blogueiros Progressistas
Leia aqui http://goytacity.blogspot.com/

Censura na internet o próximo passo
Aqui http://artur-gomes.blogspot.com/

Nós in Bento Gonçalves


tropicalirismo

girassóis pousando
nu teu corpo
festa
beija-flor seresta
poesia fosse
esse sol que emana
do teu fogo farto
lambuzando a uva
de saliva doce

arturgomes
http://pelegrafia.blogspot.com/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

por onde anda raian rúbia





Por onde anda raian rúbia


Alguma poesia




Café Literário – Dia 14 às 18:00h
Bienal do Livro de Campos
Artur Gomes e Fabrício Carpinejar
Mediador: Dedé Muylaert
Leia mais aqui: http://artur-gomes.blogspot.com


Isadora

onde teus pés bailarina dançam
cato os vestígios do tempo
onde teus olhos bailarina olham
um gato passeia no teu colo
e na vidraça o giz derrama poesia
escritas com punhos de ontem
em tua cidade de serras

onde teus braços bailarina
sustentam tuas mãos
que colhem uvas
coloco águas de chuva
para que teus vinhedos não cessem
esteja sempre em meus caminhos
e deles brotem da flor o fruto sagrado
e os teus segredos guardados
entre os teus lábios de vinho

arturgomes

http://musadaminhacannon.blogspot.com