quinta-feira, 20 de maio de 2010

brazilíricas

eu e hilda em santa teresa no parque das ruínas





inda me lembro inda
o tempo não mais criança
inda a filha
do rubervan
du nascimento
inda flor do bem-me-quer
inda por onde quer que esteja deve estar inda mulher

um tapa no branco
tragado no preto
como instante opus
ópio de pessoa
como fiapo de manga
entrelaçado nos dentes


black Billy

ela tinha um jeito gal – fatal vapor barato
toda vez que me trepava as unhas com um gato
cantar era seu dom
chegava a dominar a voz feito cigarra
cigana ébria vomitando doses do seu canto

uma vez só subiu ao palco
estrela no hotel das prateleiras
companheira de ratos na pele de incetos
praticando a luz incerta no auge do apogeu

a morte
não é muito mais que um plug elétrico
um grito de guitarra – uma centelha
logo assim que ela começa
algo se espelha
na carne inicial de quem morreu
?

Arturgomes
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