quarta-feira, 21 de abril de 2010

Lunática






millena andrade: fotografada por artur gomes




















em outro mar onde millena mora na pele d´água do pré sal profundo sereias cantam em corais de carne algas marinha pela pele aflora



um gato noturno atira pedras nas estrelas palavras e mais palavras na carne da princesa onde o papel não bate onde o pincel não toca o gato noturno lamebe a barriga bem perto da virilha e trepa no muro mais próximo tentando alcançar o outro lado da lua em teus instante letal de desespero e solidão




terça-feira, 20 de abril de 2010

olhar Dalí























dentro deste ovo quebrado este poema deve ter entrado para nunca mais sair





cometa







a noite
consome
o tempo
em estrelas
e pedaços
imensos
dum
desabitado
infinito

a noite
solfeja as
paredes
de um
silêncio
impreciso
e pálido

como
o hálito
fálico
dum
risco
quebradiço
cortando
o céu

(lau siqueira – poema vermelho)
http://poesia-sim-poesia.blogspot.com/
may interpreta artur gomes – um filme de jiddu saldanha



girassóis pousando Nu teu corpo festa beija flor seresta poesia fosse esse sol que emana do teu fogo farto lambuzando a uva de saliva doce

segunda-feira, 19 de abril de 2010

PoÉticas Visuais






























rente a pele contra o muro eu te grafito no escuro

A lavra da palavra quero


Poesia no cone manifesto

Poeta é a pimenta do planeta

sábado, 17 de abril de 2010

PalavrArte até a morte

enquanto a vida nos procura


EntriDentes


Poesia In Concert


Malditos Bem Ditos


Especial 5 Minutos


Porrada Lírica




Overdose Sobora em Satnta Teresa


Artur Gomes interpreta Mário Faustino – filmado por Jiddu Saldanha


Artur Gomes e May Pasquetti – filmados por Jiddu Saldanha no Parque das Ruínas – Santa Terea – Rio de Janeiro


intervenções
incorporações
interferências

" a memória é uma ilha de edição" wally salomão

retalhos imortais do serAfim retalhos imortais do serAfim retalhos imortais do serAfim retalhos imortais do serAfim

Artur Gomes

inCORPOrações



ouvidos negros Miles trumpete nos tímpanos era uma criança forte como uma bola de gude era uma criança mole como uma gosma de grude tanto faz quem tanto não me fez era uma ant/Versão de blues nalguma nigth noite uma só vez ouvidos black rumo premeditando o breque sampa midinigth ou aversão de Brooklin não pense aliterações em doses múltiplas pense sinfonia em rimas raras assim quando desperta do massificado ouvidos vais ficando dançarina cara ao Ter-te Arte nobre minha musa Odara ao toque dos tambores ecos sub/urbanos elétricos negróides urbanóides gente galáxias relances luzes sumos prato delícias de iguarias que algum Deus consente aos gênios dos infernos que ardem gemem Arte misturas de comboios das tribos mais distantes de múltiplas metades juntas numa parte

diOli



http://barkaca.blogspot.com/

e pelas mãos do tempo levarei as tuas como cara/velas de um mar sem tempo ou eras quando a primavera ainda flor de lótus ou a flor do lácio quando abrir teus cios esta flor em pétala quando em teus cabelos pele flor e pêlos eu navegar teus rios te levarei por mares nunca dantes navegados lá onde descobrirei o mistério do azul nestes teus olhos planeta que ainda hei de habitar por dentro lá onde o centro do universo mora e meu verso ficará plantado em todos os segundos que viver na tua hora

Karol Penido


... depois de Dias, antes

Gonçalves para dizer o que

eu não diria...


a tarde se esvai
nas asas da garça
que se recolhe sobre o
rio Itapecerica

e eu sentada neste quarto

sinto a noite que adentra

http://aquarelaemvesos.blogspot.com/

Paulo Bruscky







mais que sal que sol que sangue que todos os s os f e as palavras todas bebo esta mulher com todo líquido que houver na língua como esta mulher com todo músculo que houver no corpo amo esta mulher com todo sexo que se fizer ao vento com toda lua que se tiver em Vênus com todo marte que não houver netuno com todo fumo que não for erva santa com toda arte que da sementegermina flor ou planta

o que trago embaixo as solas dos sapatos
é fato
bagana acesa sobra do cigarro
é sarro
dentro do carro ainda ouço Jimmi Hendrix
quando quero
dancei bolero
sampleAndo rock and roll
pra colher lírios há que se por o pé na lama
a seda pura é foto síntese do papel
tem flor de lótus nos bordéis Copacabana
procuro um mix da guitarra de Santanna
com os espinhos da Rosa de Noel

a noite inteira invento joplin na fagulha
jorrando cocker na fornalha
funkrEreção fel fala
fábio parada de Lucas é logo ali
trilhando os trilhos centrais do braZil.

rajadas de sons cortando os ínfimos
poemas sonoros foram feitos para os íntimos
conkretude versus conkrEreção
relâmpagos no coice do coração.

quando ela canta eleonora de lennon
lilibay sequestra a banda no castelo de areia
quando ela toca o esqueleto de Lorca
salta do som em movimento enquanto houver
e federika ensaia o passo que aprendeu com mallarmé

punkrEreção pancada onde estão nossos negrumes?
nunkrEreção negróide nada.
descubro o irado Tião Nunes
para o banquete desta zorra
e vou buscar em Madureira
a Fina Flor do Pau Pereira.

antes que barro vire borra
antes que festa vire forra
antes que marte vire morra
antes que esperma vire porra,
ó baby a vida é gume
ó mather a vida é lume
ó lady a vida é life!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

posTAIS
























por quê trancar as portas tentar proibir as entradas se já habito os teus cinco sentidos e as janelas estão escancaradas?um beija-flor risca no espaço algumas letras de um alfabeto grego signo de comunicação indecifrável eu tenho fome de terra e esse asfalto sob a sola dos meus pés agulha nos meus dedos quando piso na Augusta o poema dá um tapa na cara da Paulista flutuar na zona do perigo entre o real e o imaginário João Guimarães Rosa Caio Prado Martins Fontes um bacanal de ruas tortas eu não sou flor que se cheire nem mofo de língua morta o correto deixei na Cacomanga matagal onde nasci com os seus dentes de concreto São Paulo é quem me devora e selvagem devolvo a dentada na carne da rua Aurora

Fernando Aguiar